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TSE confirma ataque DDoS e lembra que urnas não estão conectadas à internet

Fidel Forato
·5 minuto de leitura

Em plena pandemia da COVID-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisou adotar inúmeras e inéditas medidas de proteção contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) para as eleições municipais deste ano. No domingo (15), o TSE também precisou contornar uma série de incidentes que tentaram questionar a segurança da votação, como um ataque DDoS e vazamento de informações antigas. Entretanto, nenhum dos eventos colocou em risco a segurança dos votos.

Sobre os incidentes cibernéticos que ocorreram, o ministro e presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, confirmou uma tentativa de ataque hacker na rede do tribunal, durante o período da manhã de domingo. No entanto, o ministrou destacou que foi totalmente inócuo. “Sofrer ataques não é privilégio de nenhuma instituição. O que tem significado é quando eles surtem algum resultado. O ataque de hoje [15] partiu de computadores do Brasil, dos EUA e da Nova Zelândia, e se chama ‘ataque distribuído de negação de serviço’ [DDoS], com o objetivo de derrubar os sistemas do TSE, o que não ocorreu”, afirmou Barroso.

Durante as eleições, TSE sofreu um ataque DDoS, mas resultados não foram afetados (Imagem: Reprodução/ TRE - RJ)
Durante as eleições, TSE sofreu um ataque DDoS, mas resultados não foram afetados (Imagem: Reprodução/ TRE - RJ)

Segurança das urnas eletrônicas

Na ocasião, o ministro também reforçou a segurança das urnas eletrônicas, já que não são conectadas à internet. Segundo Barroso, por não estarem conectadas à rede mundial de computadores, as urnas não são vulneráveis a um ataque cibernético, por exemplo. “Os dados coletados após o término da votação são reunidos e enviados ao TSE por meio de um sistema privado da Justiça Eleitoral. Não é possível fraudar uma urna eletrônica”, defendeu.

Inclusive, segundo apurou o Projeto Comprova — projeto para checagem de informações compartilhadas nas redes sociais —, um ataque hacker ao sistema do TSE não poderia ameaçar o sistema eleitoral brasileiro. Isso porque a contagem dos votos, realizados em cada urna, é feita a partir de um arquivo, conhecido como o Registro Digital de Voto.

Esse arquivo é retirado da urna, após o encerramento do período de votação e, em paralelo, ocorre a impressão do boletim com o resultado daquela urna. Em formato de um cartão de memória, os dados do Registro Digital de Voto são levados até um ponto de transmissão privativo e só então os dados são enviados ao TSE, de forma criptografada.

Em outras palavras, é importante lembrar que a urna eletrônica é um sistema autônomo, desconectado da internet. “Se alguém tentar inserir dados de votação falsos, eles não serão aceitos por causa da criptografia”, explica o professor Paulo Lício de Geus, representante da Sociedade Brasileira de Computação. Além disso, todos os boletins de urna são disponibilizados publicamente e qualquer candidato ou partido que suspeitar de problemas no resultado pode conferir esses dados.

Vazamento de dados antigos do TSE

Ainda durante a manhã de domingo, outro fato surpreendeu o TSE: vazamento de dados do tribunal na internet. De acordo com a Polícia Federal (PF), o ataque para obtenção desses dados teria acontecido antes do dia 23 de outubro deste ano. Quanto a origem desse ataque hacker, as autoridades afirmam que ele teria sido iniciado em Portugal.

Além disso, os fatos divulgados eram informações e dados administrativos antigos, com no mínimo, 10 anos de idade. Segundo o ministro Barroso, eram documentos de 2001 a 2010, sobre ministros aposentados e ex-servidores. Neste tema, Barroso reforçou que "devemos lembrar que as urnas não estão na rede”.

Por que os resultados da votação atrasaram?

Sobre a demora na divulgação dos resultados de alguns estados, como São Paulo, o ministro lamentou o fato. "Ele decorreu, provavelmente, do aumento das medidas de segurança que nós trouxemos para o sistema e de uma possível falha em um dos processadores. A demora não compromete a integridade do sistema, menos ainda uma demora de menos de três horas”, explicou Barroso.

Esse atraso ocorreu somente na divulgação dos votos, já que os dados dos tribunais regionais eleitorais foram recebidos normalmente. A questão, segundo o presidente, foi a centralização da totalização (soma) de votos no TSE, recomendado pela PF. Nas eleições anteriores, a totalização era realizada pela Justiça Eleitoral nos estados e, agora, é feita de forma centralizada.

“Foi uma decisão técnica decorrente de uma recomendação da Polícia Federal. Embora, eu tenha dito que não tinha simpatia pela medida, eu também a teria tomado se tivesse sido sob minha gestão, porque era a recomendação técnica de um relatório minucioso da PF a esse respeito”, afirmou Barroso sobre a alteração na divulgação dos votos.

E-título com sobrecarga e instabilidade

Por fim, o ministro também confirmou a sobrecarga do aplicativo E-título e instabilidade dos sistemas do TSE para justificar o voto, tanto pelo app quanto pelo site. A sobrecarga teria ocorrido pelo número elevado de downloads e acessoas. Durante o dia da votação, cerca de três milhões de pessoas baixaram o app, somando mais de 13 milhões de downloads. A expectativa é uma melhora para o segundo turno das eleições municipais.

Todos esses incidentes levantaram uma série de críticas ao sistema do TSE nas redes sociais e alguns usuários chegaram a sugerir, inclusive, o retorno do voto em cédulas de papel. No entanto, Barroso lembrou que as urnas eletrônicas são usadas as mais de 22 anos no país, sem nenhum incidente de segurança ou fraude. Independentes dos desafios impostos, as eleições ocorreram de forma segura e os resultados das urnas foram publicados. “Pessoas que, mesmo diante de uma pandemia que já levou mais de 165 mil pessoas, votaram, dando continuidade legitimada à democracia brasileira”, completou Barroso sobre as eleições e a importância de participar da vida política do país.

Fonte: Canaltech

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