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Trump suspende diálogo com democratas por plano de ajuda até depois das eleições

·3 minutos de leitura
Silhueta do presidente americano, Donald Trump, em foto de 21 de setembro de 2020, durante coletiva na Casa Branca, em Washington, DC
Silhueta do presidente americano, Donald Trump, em foto de 21 de setembro de 2020, durante coletiva na Casa Branca, em Washington, DC

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (6) a suspensão das conversas com os democratas sobre um novo plano de ajuda para enfrentar a pandemia de covid-19 até depois das eleições de 3 de novembro.

"Dei instruções aos meus representantes para que parem de negociar até depois das eleições", tuitou o presidente americano, acusando a interlocutora do governo, a presidente da Câmara de Representantes e líder democrata, Nancy Pelosi, de não negociar "de boa fé". 

"Imediatamente depois que vencer, aprovaremos um importante projeto de lei de estímulo, que se centra nos trabalhadores americanos e nas pequenas empresas", prometeu o mandatário republicano, na disputa pela reeleição.

Pelosi reagiu com críticas a Donald Trump e à "completa desordem" na Casa Branca.

"Hoje, mais uma vez, o presidente Trump demonstrou sua verdadeira face: colocando-se em primeiro lugar às custas do país, com a total cumplicidade dos Membros do Congresso republicanos", disse a presidente da Câmara de Representantes, depois do tuíte de Trump.

"Claramente, a Casa Branca está em total desordem", acrescentou Pelosi, acrescentando que Trump está ignorando os alertas do Federal Reserve (Fed, banco central americano), de que um apoio mínimo resultaria em uma recuperação frágil, com privações desnecessárias para milhões de lares e negócios americanos.

O tuíte de Trump derrubou a bolsa de Nova York, que fechou em baixa após a suspensão das negociações do pacote de ajuda econômica. 

Segundo resultados provisórios do fechamento, o Dow Jones Industrial Average recuou 1,34%, a 27.772,30 pontos; o Nasdaq perdeu 1,57%, a 11.154,60; e o S&P 500 caiu 1,40%, a 3.360,87 pontos.

Um novo impulso orçamentário nos Estados Unidos é considerado crucial pelos especialistas para que a primeira economia do mundo erga a cabeça, depois de ter ficado de joelhos durante a pandemia de covid-19, que paralisou diversos setores.

O governo Trump e o Congresso estiveram negociando por mais de dois meses acordar um novo plano de ajuda para lares e empresas, mas havia desencontros sobre o montante.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e Pelosi haviam retomado as negociações diariamente há quase uma semana.

Mas as diferenças entre republicanos e democratas continuavam muito grandes. O total da ajuda era um problema, visto que os republicanos queriam um primeiro acordo menor, mesmo que isto significasse voltar à mesa de negociações depois, enquanto os democratas exigiam um plano importante de imediato.

As duas partes tentavam acordar quanto a mais gastar em estímulos adicionais, ao expirar a ajuda prevista no plano de 2,2 trilhões de dólares, aprovada em março pelo Congresso, quando a pandemia foi declarada.

A proposta mais recente de Pelosi era de 2,2 trilhões de dólares. Mas Trump a acusou de querer "resgatar os Estados democratas com alto nível de morosidade e mal administrados" e disse que este dinheiro "de forma alguma está relacionado com a covid-19". 

"Fizemos uma oferta muito generosa de 1,6 trilhão de dólares e, como é habitual, ela não está negociando de boa fé", disse o presidente. 

Trump havia dito ao líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, que se concentrasse na Câmara alta, controlada pelos republicanos, ao confirmar Amy Coney Barrett para o assento na Suprema Corte, vago no mês passado com a morte de Ruth Bader Ginsburg, o que daria aos conservadores uma sólida maioria de seis a três no máximo tribunal.

jca/ad/lda/mvv