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Trump quer lançar rede social própria ainda no primeiro semestre

Felipe Demartini
·2 minuto de leitura

A rede social do ex-presidente americano Donald Trump pode ser lançada ainda no primeiro semestre de 2021. Pelo menos, essa é a expectativa divulgada por Jason Miller, assessor do político, a emissoras de televisão americanas, indicando que o líder trabalha para que uma plataforma própria comece a funcionar em até três meses. Ela, segundo o conselheiro, será “grande” e fará com que todo mundo fique na expectativa do que o líder vai falar.

De acordo com Miller, a ideia é que dezenas de milhões de pessoas, principalmente na esfera política conservadora, sejam atraídas à rede social de Trump, que promete “mudar o jogo”. Os detalhes sobre como tudo vai funcionar, assim como eventuais parceiros tecnológicos, informações sobre infraestrutura ou recursos, porém, não foram revelados — Miller disse, apenas, que o ex-presidente está tendo “reuniões poderosas” e que “diversas empresas” se aproximaram com interesse em colocar o sistema no ar.

Fora do mundo digital, Trump segue demonstrando apoio a políticos do partido republicano e, nesta segunda-feira (22), já deve dar as caras nessa esfera. Aqui, também, sem mais detalhes, com Miller apenas afirmando que o ex-presidente se posicionará ao lado de um candidato do estado da Georgia, em uma demonstração que, também, será “grande” e deve “balançar o panorama político”.

Trump foi banido de plataformas como Facebook e Twitter no início deste ano, após suas publicações e declarações públicas serem vistas como o estopim à invasão ao Capitólio, em Washington. Ao mesmo tempo, empresas como Amazon e Microsoft também cortaram laços com sistemas e plataformas de extrema direita, como o Parler, que chegou a ser retirado do ar após receber um grande fluxo de novos usuários e figuras de destaque neste espectro político.

As conversas sobre o lançamento de uma nova rede social, capitaneada por Trump e voltada aos conservadores, vem desde o início do ano e antes mesmo dos banimentos, quando o político e seus apoiadores apontavam uma visão enviesada das plataformas convencionais. A ideia, para eles, é que um ecossistema próprio preservaria a liberdade de expressão e permitiria o discurso livre.

Ficam dúvidas, entretanto, sobre infraestruturas e, principalmente, sistemas, ainda mais quando se leva em conta uma lei passada durante o governo Trump, que responsabiliza plataformas pelo discurso proferido por seus usuários — o temor, que também levou ao banimento do Parler da nuvem da Amazon, é de processos judiciais relacionados a ameaças de violência e proliferação de notícias falsas nestes espaços, cuja moderação constante é citada como virtualmente impossível.

Fonte: Canaltech

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