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Trump pode anunciar mais ações contra China nas próximas semanas

Mario Parker e Ros Krasny
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja várias medidas contra a China nas semanas restantes de seu mandato, de acordo com uma autoridade do governo, o que poderia limitar as ações do presidente eleito Joe Biden.

As medidas em estudo incluem proteger o setor de tecnologia dos EUA dos interesses de militares da China, combater a pesca ilegal e mais sanções contra autoridades do Partido Comunista ou instituições que causam danos em Hong Kong ou na região de Xinjiang, no oeste do país, disse a autoridade, sem fornecer detalhes.

“A menos que Pequim reverta o curso e se torne um player responsável no cenário global, reverter as ações históricas do presidente Trump será politicamente suicida para futuros presidentes dos EUA”, disse John Ullyot, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, em comunicado.

O site Axios informou anteriormente que Trump poderia anunciar sanções ou restrições comerciais contra mais empresas chinesas, entidades governamentais ou autoridades, citando violações de direitos humanos ou ameaças à segurança nacional dos EUA. A equipe de transição de Biden disse que não faria comentários sobre a notícia por enquanto.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse em conferência de imprensa em Pequim na segunda-feira que “a cooperação é o único caminho certo a seguir”.

“Atende aos interesses fundamentais dos dois povos garantir um desenvolvimento saudável e estável das relações China-EUA. É também o que a comunidade internacional espera ver”, disse Zhao. “A China afirma que ambos os lados se beneficiarão com a cooperação, mas perderão com o confronto.”

Medidas mais duras contra a China já eram esperadas nas últimas semanas do governo de Trump.

Ed Mills, analista da Raymond James Financial, escreveu em relatório publicado na sexta-feira que a empresa de serviços financeiros se prepara para mais ordens executivas que poderiam ser difíceis de reverter. Essa avaliação veio após a ordem executiva de Trump na quinta-feira, que bloqueou investimentos dos EUA em empresas chinesas de propriedade ou controladas por militares.

A ordem proíbe firmas de investimento e fundos de pensão de comprar e vender ações de 20 empresas chinesas designadas pelo Pentágono com vínculos militares em junho, bem como outras 11 companhias incluídas em agosto, informou o Axios, acrescentando que autoridades do governo discutem a expansão dessa lista.

O governo Trump também enfrenta o prazo de meados de dezembro para nomear e punir quaisquer bancos que tenham negócios com autoridades identificadas como prejudiciais à autonomia de Hong Kong.

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