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Trump nega ter voltado atrás pela ZTE em negociações com a China

(ARQUIVO) Logo da ZTE em um prédio em Xangai, no dia 3 de maio de 2018

O presidente Donald Trump negou nesta quarta-feira ter se retirado das negociações com Pequim pelas sanções impostas pelos Estados Unidos ao grupo de telecomunicações ZTE.

Trump fez esses comentários após o anúncio inesperado de que seu governo está procurando maneiras de amenizar a proibição de exportar tecnologia americana para essa empresa chinesa - acusada de ter quebrado embargos comerciais ao Irã e à Coreia do Norte.

"Nada aconteceu com a ZTE, exceto no que diz respeito a um acordo comercial maior", disse Trump no Twitter.

"A China viu nossas demandas. Não houve uma retirada, como a mídia gosta de acreditar, as reuniões sequer começaram", acrescentou.

Os comentários chegaram em um momento delicado para a política comercial americana. Os negociadores de Washington estão discutindo a resolução de disputas com os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos.

A ZTE foi multada em 2017 em 1,2 bilhão de dólares, mas no mês passado sofreu um grande golpe: Washington proibiu a exportação de produtos americanos que são fundamentais para a produção da empresa.

Essa proibição, que inclui microprocessadores, deixou a empresa paralisada e à beira do colapso.

No domingo, Trump anunciou que estava analisando com o presidente chinês Xi Jinping como resgatar a ZTE em breve.

O secretário de Comércio Wilbur Ross disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão buscando "remédios alternativos" para as sanções de abril.

Uma missão chinesa deve dialogar com o governo dos Estados Unidos em Washington nesta semana sobre sanções comerciais que os países ameaçam se impor mutuamente.

Os Estados Unidos acusam a China de práticas comerciais consideradas desleais, inclusive de intervencionismo excessivo do governo em setores-chave e de roubo de tecnologia.

Washington ameaça impor tarifas sobre cerca de 150 bilhões de dólares sobre importações chinesas. Pequim, em retaliação, alertou que vai taxar produtos norte-americanos em 50 bilhões de dólares.