Mercado fechado
  • BOVESPA

    96.582,16
    +1.213,40 (+1,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    36.801,37
    -592,34 (-1,58%)
     
  • PETROLEO CRU

    36,41
    +0,24 (+0,66%)
     
  • OURO

    1.871,90
    +3,90 (+0,21%)
     
  • BTC-USD

    13.560,17
    +129,50 (+0,96%)
     
  • CMC Crypto 200

    265,74
    +23,06 (+9,50%)
     
  • S&P500

    3.310,11
    +39,08 (+1,19%)
     
  • DOW JONES

    26.659,11
    +139,16 (+0,52%)
     
  • FTSE

    5.581,75
    -1,05 (-0,02%)
     
  • HANG SENG

    24.500,89
    -85,71 (-0,35%)
     
  • NIKKEI

    23.151,44
    -180,50 (-0,77%)
     
  • NASDAQ

    11.197,00
    -145,75 (-1,28%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7507
    +0,0051 (+0,08%)
     

Trump e Biden oferecem visões diferentes da economia dos EUA

Chris STEIN, Julie CHABANAS
·3 minutos de leitura
Os candidatos à presidência Donald Trump e Joe Biden apresentam plataformas econômicas distintas para os Estados Unidos
Os candidatos à presidência Donald Trump e Joe Biden apresentam plataformas econômicas distintas para os Estados Unidos

Um quer aumentar os impostos, o outro, reduzi-los. Um buscará aprofundar a guerra econômica com a China, o outro pretende aliviar as tensões. Nenhum deles, porém, fará muito sem o apoio do Congresso dos Estados Unidos.

Perto das eleições de 3 de novembro, as propostas de política econômica do presidente Donald Trump e seu adversário democrata Joe Biden oferecem visões diferentes sobre a maior economia do mundo.

A agenda de Biden tem foco nos americanos mais pobres e inclui uma série de medidas que implicariam em uma mudança abrupta com relação ao governo de Trump, com um retorno às políticas de Barack Obama, de quem foi vice-presidente.

Trump, por outro lado, oferece poucos detalhes de sua plataforma econômica, como lamentam os analistas, exceto por sua promessa de restaurar uma economia relativamente boa e bater o recorde de empregos até março, antes que a pandemia de coronavírus acabe com tudo.

"Diria que o plano de Biden é na verdade uma expansão dos programas sociais existentes", disse John Ricco, analista sênior do Modelo de Orçamento Penn Wharton da Universidade da Pensilvânia. "Já o plano de Trump, na medida em que ele existe, aborda os mesmos temas que seu governo perseguiu nos últimos quatro anos".

O quanto cada um vai conseguir o que deseja dependerá de quem controla o Congresso, atualmente dividido entre um Senado nas mãos de republicanos e uma Câmara de Representantes dominada por democratas.

As pesquisas mostram uma vantagem de Biden e vários candidatos democratas ao Senado, de modo que os analistas se inclinam, embora com cautela, a uma eventual vitória de Biden e de uma maioria de seu partido na câmara alta.

"Os democratas no controle da Câmara, do Senado e da Casa Branca produziriam uma das maiores mudanças de política, mas se os republicanos mantiverem a Casa Branca ou o Senado, esperamos poucas novas políticas federais, fiscais ou outras", disse JP Morgan em uma nota.

- Campanhas opostas -

Biden promete criar empregos por meio de melhoras na infraestrutura e na energia limpa, financiadas com 4,1 trilhões de dólares em impostos sobre grandes empresas e os ricos. Trump, por sua vez, promete restaurar "a maior economia da história", como qualifica o desempenho do país durante seu mandato até março. 

As pesquisas mostram que os eleitores estão se inclinando para Biden enquanto o país luta contra a pandemia. Mas a campanha mudou na sexta-feira, quando Trump anunciou que havia contraído o coronavírus.

As plataformas econômicas dos dois parecem beneficiar setores diferentes, disseram Mark Zandi e Bernard Yaros, economistas da Moody's Analytics. 

As propostas de Biden visam os pobres e a classe média, que manteriam praticamente a mesma carga tributária, mas seriam beneficiados pelo aumento dos gastos públicos com educação, saúde, habitação e outras políticas sociais, segundo Zandi e Yaros.

Trump, entretanto, provavelmente cortaria mais impostos, o que beneficiaria muito "as famílias e empresas de alta renda, enquanto os gastos do governo com saúde e uma variedade de programas sociais serão reduzidos", acrescentam.

Se os democratas conseguirem o controle da Casa Branca e do Congresso, a Moody's prevê que o pleno emprego poderá retornar no segundo trimestre de 2022. E se os republicanos obtiverem esse controle, isso ocorrerá apenas no início de 2024.

Os analistas, porém, estimam que nenhum partido provavelmente conquistará o controle de ambos os poderes, de modo que o país voltaria ao pleno emprego em 2023.

cs-jul/bbk/yow/mls/ic