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Trump assina lei que oficializa a criação da Força Espacial dos Estados Unidos

Patrícia Gnipper

Na sexta-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou o National Defense Authorization Act (NDAA, ou Lei de Autorização de Defesa Nacional), que estabelece a prometida Força Espacial do país, sendo este, agora, o sexto ramo das Forças Armadas.

A Força Espacial vem sendo prometida desde agosto do ano passado, e agora se torna oficial com a assinatura do ato. Na cerimônia de oficialização, Trump declarou o seguinte:

“Com a minha assinatura hoje, você testemunhará o nascimento da Força Espacial, que será agora oficialmente o sexto ramo das Forças Armadas dos Estados Unidos. Isso é algo realmente incrível. Esse é um grande momento, e estamos todos aqui para isso. Vão acontecer muitas coisas no espaço, porque o espaço é o mais novo domínio de combate no mundo. Em meio a graves ameaças à segurança nacional, a superioridade americana no espaço é absolutamente vital. E estamos liderando, mas não estamos liderando o suficiente. Mas muito em breve estaremos liderando muito. A Força Espacial nos ajudará a deter a agressão e controlar o terreno mais alto”.

O presidente nomeou o general Jay Raymond como o primeiro chefe das operações espaciais do país, que acaba de se tornar, portanto, o primeiro membro da Força Espacial. E, para Mark Esper, secretário da Defesa, "o espaço se tornou tão importante para o nosso modo de vida, nossa economiza e nossa segurança nacional, que devemos estar preparados como nação para protegê-lo de ações hostis". Ele também diz que "este novo serviço ajudará a garantir que estejamos posicionados para impedir agressões, defender nossos interesses nacionais, e superar potenciais adversários". Ou seja: a Força Espacial visa garantir a soberania dos EUA no ambiente espacial, mas ainda não está claro exatamente como isso acontecerá — tampouco se a iniciativa abre precedentes para, de repente, o início de combates militares acontecendo também no espaço.

Mark A. Milley, presidente do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, tem pensamento alinhado com o de Esper: “Nossos adversários estão construindo e implantando recursos para nos ameaçar, para que não possamos mais ter o espaço como garantido. A Força Espacial dos EUA é o passo necessário e essencial que nossa nação dará para defender nossos interesses nacionais no espaço, hoje e no futuro".

O que é e o que fará a Força Espacial dos EUA

A Força Espacial é formada pelo Comando Espacial da Força Aérea e, ao menos nesta fase inicial, será dependente de equipamentos, bases e pessoal da Força Aérea. A iniciativa recebeu US$ 40 milhões do Congresso do país, valor muito inferior aos US$ 72,4 milhões solicitados pelo Pentágono, uma vez que muitos dos parlamentares norte-americanos continuam um tanto quanto céticos quanto à real necessidade de se criar um ramo militar separado para a defesa espacial.

Agora, quanto ao que a Força Espacial fará, na prática, a coisa ainda permanece nebulosa. A nova lei diz que a Força Espacial será organizada, treinada e equipada "para proporcionar liberdade de operações para os EUA no espaço, do espaço e para o espaço", além de "fornecer operações espaciais rápidas e sustentadas". Entre os deveres do novo braço da Força Aérea, a lei diz, de maneira nada clara, que estão coisas como "proteger os interesses dos EUA no espaço, impedir a agressão dentro e fora do espaço, e realizar operações espaciais".

Trump disse que é importante militarizar o espaço para que o país possa detectar e eventualmente destruir ameaças lançadas contra os EUA, como mísseis, por exemplo. Neste primeiro momento da Força Espacial, estão previstos cerca de 16 mil membros, todos designados pela Força Aérea.

Fonte: Canaltech

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