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Trombose como efeito de vacina coloca foco em reação imunológica

John Lauerman e Robert Langreth
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os casos raros de trombose observados com duas vacinas contra a Covid-19 destacam o efeito atípico quando o sistema imunológico reage contra as plaquetas.

Autoridades de saúde exploram se e como a reação imunológica pode ocorrer em pessoas que receberam imunizantes desenvolvidos pela AstraZeneca e Johnson & Johnson. A preocupação é tamanha que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e a agência reguladora FDA recomendaram conjuntamente uma pausa no uso da vacina da J&J na terça-feira.

A síndrome é muito rara, pois causa trombose juntamente com baixos níveis de plaquetas, o principal componente do sangue responsável pela coagulação, e só foi observada em baixas taxas em receptores de vacinas. Por isso, governos que buscam acelerar a imunização de milhões de pessoas nos próximos meses estão sob maior pressão para entender o risco e evitar o pânico.

“A questão mais desafiadora é como podemos fazer uma comunicação responsável e correta ao público”, disse Behnood Bikdeli, cardiologista da Escola de Medicina de Harvard e do Brigham and Women’s Hospital que estuda coagulação e Covid. “Queremos ser transparentes, mas queremos ter certeza de que não estamos assustando as pessoas desproporcionalmente. Em ordem de magnitude, o problema é a Covid.”

Relação com adenovírus

O aparecimento de casos de trombose graves e difíceis de prever em duas vacinas importantes representa um revés na corrida para imunizar o maior número possível de pessoas antes do próximo inverno. Isso levanta a possibilidade de que algumas das vacinas com as quais os governos contavam para distribuição mundial possam sofrer restrições significativas que limitariam seu uso, como já acontece com a vacina da AstraZeneca na Europa.

As vacinas da Astra e J&J usam um adenovírus para ajudar o sistema imunológico a identificar e combater o coronavírus. Outras vacinas semelhantes, como a Sputnik V da Rússia e o imunizante da CanSino Biologics, também poderiam ser investigadas.

A CanSino disse que usa um tipo diferente de vetor de adenovírus da Astra ou da J&J. Não houve relatos de nenhum caso sério de trombose em 1 milhão de pessoas que receberam a vacina, disse a empresa documento regulatório.

Seis mulheres de 18 a 48 anos sofreram a chamada trombose do seio venoso cerebral depois de receber a vacina da J&J, disseram autoridades de saúde na terça-feira. Uma mulher morreu e outra se encontra em estado crítico. Todas apresentavam níveis baixos de plaquetas, semelhante à complicação observada com a vacina da AstraZeneca e Universidade de Oxford.

Também é semelhante a outro raro distúrbio de coagulação que ocorre em pessoas tratadas com heparina. Embora o anticoagulante seja normalmente usado para prevenir coágulos sanguíneos, em casos raros leva o sistema imunológico a reagir contra uma proteína plaquetária, o que leva a uma redução perigosa dos níveis de plaquetas e trombose significativa.

Ambas as vacinas da Astra e J&J são “provavelmente indutoras de anticorpos antiplaquetários”, levando à ativação das plaquetas e trombose cerebral em casos raros, diz Peter Jay Hotez, especialista em imunização do Baylor College of Medicine, em Houston.

“Cada condado precisará tomar decisões sobre continuar” a usar as vacinas, ou decidir sobre as restrições de uso, disse sobre a vacinação nos EUA. “Este é um problema para a África e América Latina”, pois esses países dependiam muito das vacinas de adenovírus em suas campanhas de imunização.

Preocupação com heparina

Pessoas com reação à vacina não deveriam receber heparina, disse Jeff Weitz, professor da Universidade McMaster e presidente da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia. Outras opções como o Eliquis, da Bristol-Myers Squibb, ou Xarelto, da J&J, são provavelmente medicamentos orais mais seguros, disse.

Pesquisadores acreditam que a trombose pode ser causada por uma rara reação autoimune contra a vacina que leva a uma queda incomum de plaquetas e coágulos graves. Assim como a heparina pode acionar o sistema imunológico contra as plaquetas em casos raros, as vacinas podem criar uma reação semelhante.

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