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Tripulantes da TAP anunciam greve de uma semana no fim de janeiro

LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) - Após realizarem uma paralisação de dois dias em dezembro, que causou o cancelamento de 360 voos, os tripulantes da TAP Air Portugal anunciaram que vão interromper as atividades mais uma vez. O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) entregou um aviso de greve, agora com duração de uma semana, de 25 a 31 de janeiro.

A empresa afirmou que lamenta a decisão do sindicato.

"Respeitamos e lamentamos a decisão do SNPVAC e continuamos a fazer todos os possíveis para chegar a um acordo que sirva os melhores interesses do país, dos nossos clientes, dos tripulantes de cabina e da TAP", afirmou a companhia, em nota.

Ainda não foram divulgadas informações sobre os procedimentos a serem adotados pela empresa. Na paralisação ocorrida em 8 e 9 de dezembro, a companhia optou por cancelar com antecedência todos os voos previstos para o período, dando aos viajantes a opção de remarcação ou reembolso.

Por conta da importância estratégica da operação da TAP, o tribunal arbitral do CES (Conselho Econômico e Social) determinou na ocasião a operação de serviços mínimos, que incluíram pelo menos um voo de ida e outro de volta para Rio de Janeiro e São Paulo. A TAP voa para 11 capitais brasileiras.

Embora a maior parte dos viajantes tenha conseguido utilizar as soluções previstas, houve também relatos de problemas com os trechos afetados, como dificuldades na remarcação e falta de comunicação adequada.

O impacto estimado da greve de dois dias foi de 8 milhões de euros (R$ 44,8 milhões) em receitas.

Os tripulantes e a direção da companhia aérea portuguesa travam uma disputada renegociação do acordo coletivo, que está em vigor desde 2006.

Após uma sucessão de maus resultados financeiros intensificados pela pandemia de Covid-19, a TAP entrou em um processo de reestruturação que assegurou a injeção de 3,2 bilhões de euros (R$ 18 bilhões) na empresa. O plano, aprovado pela Comissão Europeia em 2021, prevê várias medidas de redução de custos, como redução da frota, corte de mais de 2.000 postos de trabalho e redução dos salários.

Atualmente, funcionários da TAP que ganhem mais de dois salários mínimos têm uma redução de pelo menos 25% dos ordenados. Em um momento em que há sinais de melhoria nas contas da empresa, os sindicatos cobram que isso tenha reflexo nas remunerações, sobretudo em um momento de inflação alta e aumento generalizado do custo de vida.

Em nota interna enviada a seus associados, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil criticou o posicionamento da TAP.

"Recordamos que a empresa não pode vangloriar-se de alcançar lucros em 2022, sem que haja um verdadeiro e significativo reconhecimento dos esforços dos tripulantes de cabine", diz o texto.

Segundo o sindicato, foram precisamente esses esforços, "assim como os múltiplos e penosos sacrifícios pessoais e profissionais" da classe, "que contribuíram para os resultados apresentados pela empresa".

Os resultados oficiais de 2022 ainda não foram anunciados, mas há fortes indícios de recuperação. Após quatro anos de prejuízos, a TAP deve voltar a reportar lucro líquido.

A greve, porém, está longe de ser a única dor de cabeça para a empresa portuguesa, que esteve imersa em uma série de polêmicas nos últimos meses.

A principal delas, e que acaba de motivar a aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, diz respeito ao pagamento de uma indenização de 500 mil euros à ex-gestora Alexandra Reis que, dez meses após se desligar da empresa, passou a ocupar o cargo de secretária de Estado do Tesouro.

A proposta da recém-aprovada CPI prevê uma análise da tutela política na gestão da companhia aérea, "nomeadamente, o processo de cooptação, nomeação e contração de Alexandra Reis para a administração da TAP e dos restantes administradores e os termos da aplicação do respetivo enquadramento jurídico".