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Trio é investigado por vender atestados falsos para Covid no Aeroporto de Guarulhos

João Conrado Kneipp
·2 minutos de leitura
SAO PAULO, May 25, 2020 -- Few passengers are seen at the check-in area of Guarulhos International Airport on the outskirts of Sao Paulo, Brazil, May 25, 2020. Brazil on Monday said its death toll from the novel coronavirus climbed to 23,473, following 807 fatalities in a single day.     The total number of people who have tested positive for the disease reached 374,898, with a mortality rate of 6.3 percent, according to the Health Ministry. (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty) (Xinhua/ via Getty Images)
Os três prometiam aos passageiros um resultado em 20 minutos. (Foto: Rahel Patrasso/Xinhua via Getty) (Xinhua/ via Getty Images)

Um trio é investigado pela Polícia Civil de São Paulo acusado de vender atestados médicos falsos para Covid-19 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O documento, comprovando que o passageiro não está infectado com o novo coronavírus, é obrigatório para alguns destinos internacionais.

Os três prometiam aos passageiros um resultado em 20 minutos. O caso foi registrado como tentativa de estelionato e infração de medida sanitária.

De acordo com informações da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), a ação do grupo foi percebida na noite de sábado (19) por um supervisor de segurança, que observou nas câmeras três pessoas com aventais brancos, toucas e máscaras conversando com passageiros no Terminal 3 - Internacional.

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O trio abordava passageiros com direção à Europa que passavam pelo local e questionava se os mesmos precisavam de testes do coronavírus para o embarque. Para a realização dos testes, os três levavam os passageiros para o estacionamento do aeroporto.

Na abordagem policial, foram identificados uma técnica de enfermagem, de 38 anos, e uma micro-empresária, de 43. Um gerente comercial, também de 43 anos, se apresentou à 3ª Deatur (Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista), no próprio aeroporto, horas mais tarde.

A polícia identificou, ao menos, uma vítima, de 42 anos. Ela relatou que o valor cobrado foi de R$ 350 e o resultado sairia dentro de aproximadamente 20 minutos. Além disso, foram apreeendidos com os suspeitos 17 cotonetes, 19 testes, 32 frascos contendo um líquido e um termo de consentimento para a coleta do exame.

Os três investigados serão ouvidos novamente pela Polícia Civil, segundo a SSP.