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Tributo a Ayrton Senna emociona fãs da velocidade no Ibirapuera

Foto: Heineken

Milhares de fãs da velocidade foram ao Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, para celebrar um dos maiores ídolos do esporte brasileiro. No sábado, 9 de novembro, uma semana antes do Grande Prêmio de Interlagos, carros do presente e do passado, pilotos aposentados e promessas da nova geração se reuniram no Heineken F1 Festival - Senna Tribute.

Veículos que fizeram parte da vitoriosa carreira de Ayrton Senna voltaram à pista mais de 30 anos depois. Entre os mais festejados esteve a Lotus 97T, conduzida na primeira vitória do piloto, em 1985, no percurso de Estoril, Portugal. Quem assumiu tamanha responsabilidade foi o bicampeão Emerson Fittipaldi, que se emocionou ao lembrar do colega.

Foto: Heineken

“Eu lembro de testar o Copersucar em Interlagos, o Ayrton, muito novo, ia com o pai, Milton, e saía do kartódromo para ver o carro de fórmula 1, que era o sonho dele”, falou o piloto. “Hoje quando eu vi o Léo, irmão do Ayrton, já fiquei muito emocionado, e essa Lotus é um carro muito especial, histórico”.

Não só ele, mas a plateia também voltou no tempo quando a icônica carroceria preta acelerou no Ibirapuera. Ao fim da apresentação, Fittipaldi recebeu das mãos de Viviane Senna e Leonardo Senna, irmãos de Ayrton, uma bandeira do Brasil, para repetir o gesto eternizado em tantas vitórias. A reprise tornou-se mais fiel quando os alto-falantes tocaram o Tema da Vitória, e a plateia comovida cantou em coro “ole ole ole olá, Senna, Senna”.

Foto: Heineken

Outro carro inesquecível a desfilar foi a Toleman TG184, com a qual Ayrton estreou na categoria, em 1984, quando se apresentou ao mundo no circuito chuvoso de Mônaco. Felipe Massa não escondia a ansiedade enquanto aguardava no box, e correu para os braços do público depois de guiar a máquina histórica na Avenida Pedro Álvares Cabral.

Campeões do presente e apostas para o futuro

As equipes de Fórmula 1 não poderiam ficar fora da festa. A campeã Mercedes levou para o Ibirapuera o modelo vencedor em 2018, que foi comandado por Esteban Gutiérrez, piloto de desenvolvimento da equipe. “O que Senna fez pelo esporte foi incrível, não apenas como esportista, mas como personalidade”, disse o mexicano, “ele transformou a Fórmula 1 no mundo inteiro, e principalmente na América Latina. Eu só tenho a dizer obrigado”.

Foto: Heineken

A Renault, por sua vez, agraciou a plateia com o ronco agudo do modelo de 2012, um dos últimos antes da mudança de regulamento em 2014. O impressionante motor v8 aspirado com 750 cavalos de potência é símbolo de uma Era na categoria, e fez muito barulho sob a direção do brasileiro Caio Collet, aposta do automobilismo brasileiro.

Foto: Heineken

A tarde extraordinária foi encerrada pela Esquadrilha da Fumaça, que levou a velocidade para os céus de São Paulo, com acrobacias que impressionaram a plateia. O show, contudo, não parou por aí. Fãs de Fórmula 1 e de Ayrton Senna voltaram a se reunir no fim de semana seguinte, no “Formula 1 Heineken Grande Prêmio do Brasil 2019”.

Foto: Heineken

Enquanto isso, nas redes sociais, gente de qualquer lugar pode prestar homenagem ao ídolo através da hashtag #ObrigadoSenna, e a cada publicação, até o fim de novembro, R$5 serão doados ao Instituto Ayrton Senna. É uma maneira singela de homenagear quem tanto emocionou os brasileiros e, a considerar os olhares marejados no Ibirapuera, nunca deixou de estar presente.