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Tributação e bancos públicos devem ganhar atenção em 2023, prevê Citi

(Reuters) - Analistas do Citi afirmaram nesta terça-feira que veem mudanças nas tributação e o comportamento dos bancos públicos como temas que devem ganhar a atenção do setor bancário brasileiro em 2023.

Em relatório a clientes, eles citaram que as discussões sobre o fim do mecanismo de juros sobre o capital próprio devem voltar à mesa, mas esperam que haja algumas compensações.

O plano do PT prevê que a reforma do Imposto de Renda inclua a taxação sobre a distribuição de lucros e dividendos --medida proposta pelo governo de Jair Bolsonaro, mas que não foi implementada pelo Congresso.

Quando aos bancos controlados pelo governo, a equipe do banco norte-americano liderada por Rafael Frade não espera alteração significativa nas rotas, mas ressaltou que "isso pode ser um risco para o setor".

Em discursos na posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a intenção de resgatar o papel de bancos públicos e empresas estatais no desenvolvimento do país.

Para a temporada de balanços do quarto trimestre no setor, os analistas do Citi avaliam que as atenções devem se concentrar nas projeções para 2023.

"Os resultados em si provavelmente serão menos surpreendentes, embora possam fornecer algum suporte para o guidance", escreveram no relatório.

Eles afirmaram esperar um conjunto robusto de resultados para Itaú Unibanco e Banco do Brasil, acrescentando que os múltiplos de ambos implicam espaço significativo para uma eventual melhora.

Bradesco e Santander Brasil, avaliaram Frade e equipe, provavelmente continuarão a sofrer o impacto de margem financeira (NII) de mercado negativa e maiores despesas com provisões.

Citando a previsão de crescimento do crédito no país de 8% para 2023, do Banco Central, os analistas preveem um desempenho mais forte do BB, dada a exposição ao agronegócio, e mais fraco para Santander Brasil, por redução de risco do portfólio. Itaú e Bradesco devem ficar em linha.

Eles também projetam que o resultado da intermediação financeira (NII) deve crescer acima das carteiras de crédito em 2023, embora com alguma compressão na margem de intermediação (NIM) em Santander e Bradesco por foco em riscos mais baixos.

Eles também veem o custo do risco como percentual da carteira de crédito para 2023 em níveis similares aos do quarto trimestre de 2022, levando a números mais elevados do ano fiscal, com uma potencial melhora no segundo semestre.

"A grande dúvida continua sendo o Bradesco, cujo guidance para 2022 implica em ampla variação para o quarto trimestre, com potencial para provisões ainda muito altas no primeiro semestre de 2023, aliviando posteriormente."

Para o último quarto de 2022, eles calculam lucro líquido recorrente de 8,55 bilhões de reais para Itaú, com NII de 25,3 bilhões de reais. BB deve mostrar resultado positivo de 8,4 bilhões de reais, com NII de 19,9 bilhões de reais.

Em relação a Bradesco, estimam lucro de 4,15 bilhões de reais, com margem financeira de 17,3 bilhões de reais, e quanto ao Santander Brasil, calculam lucro de 2,55 bilhões de reais e NII de 13,1 bilhões de reais.

Por volta de 16:00, Itaú PN caía 1,63%, Bradesco PN recuava 4,23%, BB cedia 1,62% e Santander Brasil perdia 0,43%, enquanto o Ibovespa mostrava decréscimo de 1,05%.

(Por Paula Arend Laier)