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TRF-1 determina soltura de ex-ministro Milton Ribeiro e outros presos em operação da PF

Presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Milton Ribeiro participam de cerimônia no Palácio do Planalto, em fevereiro

BRASÍLIA (Reuters) -O desembargador do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) Ney Bello determinou, no início da tarde desta quinta-feira, a liberdade do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e de outros presos na véspera em operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Em sua decisão, o magistrado atendeu a pedido da defesa do ex-ministro e disse que a prisão preventiva de Ribeiro e de outros investigados não se justificava.

"A antecipação da culpa, a punição prévia, a sensação socialmente difusa de justiça, ou a narrativa política não justificam a prisão de quem quer que seja, ainda que crimes graves tenham ocorrido o que deve ser objeto de futura e rápida condenação --se provados--, jamais de prisão preventiva", disse o desembargador do TRF-1.

A prisão de Ribeiro e outros na quarta-feira levou a oposição no Senado a retomar a busca por assinaturas para a criação de uma CPI para investigar as denúncias envolvendo o Ministério da Educação.

Ao mesmo tempo, diante do potencial de estrago que a prisão de um ex-auxiliar poderia ter em sua tentativa de reeleição, o presidente Jair Bolsonaro procurou se distanciar rapidamente de Ribeiro.

"É como a questão (prisão) do Milton, lamento. A imprensa vai dizer que está ligado a mim, etc. Paciência. Se tiver algo de errado, ele vai responder. Se tiver. Se for inocente, sem problema. Se for culpado, vai pagar", disse o presidente em entrevista a uma rádio.

Nesta quinta-feira, a Justiça Federal no Distrito Federal informou que o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, responsável por decretar a prisão preventiva de Ribeiro, estava sendo alvo de ameaças.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o juiz recebeu "centenas de ameaças", muitas delas pela internet, de grupos de apoio ao ex-ministro. Acrescentou que pedidos de investigação foram encaminhados para a Polícia Federal.

(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Alexandre Caverni e Pedro Fonseca)

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