Transportes belgas são afetados por paralisação contra austeridade

Bruxelas, 14 nov (EFE).- A circulação de ferrovias na Bélgica está sendo afetada nesta quarta-feira por uma paralisação de 24 horas no segundo dia de ações convocadas pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES).

A greve começou ontem à noite às 19h (de Brasília) e está previsto que termine na mesma hora de hoje. Praticamente nenhum trem circula no sul do país e o trânsito no norte e em Bruxelas está sendo muito afetado.

Em Valônia, a província sul do país, exceto por alguns trens que saíram nesta manhã da cidade de Jemelle para Luxemburgo e os que circularam entre Dinant e Bertrix, nenhum trem está funcionando, informou à agência "Belga" a sociedade que administra o tráfego ferroviário na Bélgica, Infrabel.

A linha que atravessa Bruxelas do norte aos sul está completamente parada, enquanto na região de Flandres, no norte, foram retirados mais de 20 trens de circulação.

Quem tenta chegar à capital encontra um bloqueio no acesso à estação do norte bruxelense.

Também houve piquetes na estação do sul, o que cancelou as viagens de praticamente todos os trens internacionais Thalys que conectam a Bélgica a Alemanha, França e Holanda (todos, no caso dos que unem Bélgica e Alemanha), segundo informa a companhia em seu site.

Por sua vez, a Eurostat, que cobre a linha Bruxelas-Londres, também adverte sobre "perturbações" no trânsito até as 19h (de Brasília) e pede aos passageiros que troquem seus bilhetes e evitem viajar hoje.

Do aeroporto Nacional de Bruxelas, além disso, foram anulados vários voos para Espanha e Portugal, países onde está convocada uma greve geral hoje.

Os transportes são o setor que mais apoia a convocação da CES para o dia de protestos em toda a Europa contra as medidas de austeridade impostas pelos dirigentes europeus.

São previstas, ainda, ações nos correios, nas escolas, nos hospitais e na Belgacom, principal operadora de telefonia e internet.

Os sindicatos belgas organizaram protestos por todo o país, especialmente em cidades do sul - a região mais afetada pelo desemprego - como Namur, Liège e Libramont.

Em Bruxelas, manifestações começaram às 6h (de Brasília) e devem terminar seu percurso em frente à sede da Comissão Europeia. EFE

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