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Transporte global de passageiros cresce 3,8% em setembro, aponta Iata

Cibelle Bouças

“Setembro marcou o oitavo mês consecutivo de crescimento da demanda abaixo da média histórica”, disse o presidente da associação O transporte aéreo global de passageiros, medido em receita por passageiro por quilômetro, ou RPK, na sigla em inglês, cresceu 3,8% em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2018, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). A entidade reúne as 290 maiores companhias de aviação do mundo.

A capacidade ofertada pelas empresas aéreas, medida em assentos por quilômetro disponíveis (ASK), aumentou 3,3% no mesmo período.

A taxa média de ocupação dos voos chegou a 81,9%, com aumento de 0,4 ponto percentual em comparação com o mesmo mês do ano passado.

“Setembro marcou o oitavo mês consecutivo de crescimento da demanda abaixo da média histórica. Dado o cenário de declínio da atividade comercial mundial e as guerras tarifárias, o aumento das tensões políticas e a desaceleração da economia global, é difícil ver a tendência se reverter no curto prazo”, afirmou, em comunicado, Alexandre de Juniac, presidente da Iata.

Brasil

Na América Latina, o transporte de passageiros cresceu 3,3%. A oferta de assentos aumentou 1,3% e a taxa de ocupação dos voos atingiu 81,9%, com aumento de 1,6 ponto percentual em relação a setembro de 2018.

No Brasil, o transporte aéreo de passageiros cresceu 1,7%. A oferta de assentos por quilômetro aumentou 0,3% e a taxa média de ocupação atingiu 81,7%, com alta de 1,1 ponto percentual em relação a setembro do ano passado.

“Estes são dias desafiadores para o setor global de transporte aéreo. A pressão está vindo de várias direções. Em questão de semanas, quatro companhias aéreas da Europa faliram. As tensões comerciais são altas e o comércio mundial está em declínio. O [Fundo Monetário Internacional] FMI revisou recentemente suas previsões de crescimento do PIB [global] para 2019 para 3,0%. Se estiver correto, esse seria o resultado mais fraco desde 2009, quando o mundo ainda estava lutando com a crise financeira global”, acrescentou Juniac.