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Transporte aéreo de cargas recua 1,1% em novembro, aponta Iata

Cibelle Bouças

É o 13º mês consecutivo de redução, em meio a guerra comercial EUA-China, deterioração do comércio global e fraqueza de indicadores econômicos O transporte aéreo global de cargas teve queda de 1,1% em novembro de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta quarta-feira a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). A entidade reúne as 290 maiores empresas de aviação do mundo, que juntas respondem por 82% do tráfego aéreo mundial. Este é o 13º mês consecutivo de redução.

A capacidade de carga, medida em quilômetros por tonelada de frete disponível (AFTK, na sigla em inglês), aumentou 2,9%. O nível de ocupação nos voos encolheu 2 pontos percentuais, para 49,6%.

A despeito da queda na demanda, a performance de novembro foi a melhor em oito meses, apresentando o menor nível de contração desde março, informou a Iata.

De acordo com a entidade, o resultado reflete o crescimento do comércio eletrônico no período, devido à Black Friday no mundo e ao Dia do Solteiro na China.

Por outro lado, o transporte de carga aérea continua enfrentando dificuldades relacionadas à guerra comercial entre Estados Unidos e China, à deterioração do comércio global e à fraqueza em alguns indicadores econômicos.

“A demanda caiu 1,1% em novembro. É melhor do que a queda de 3,5% registrada em outubro. Mas é uma grande decepção, considerando que o quarto trimestre é geralmente alta temporada para carga aérea. Para o futuro, os sinais de uma redução das tensões entre EUA e China é uma boa notícia. Mas as condições de negociação atualmente permanecem desafiadoras”, afirmou em comunicado Alexandre de Juniac, presidente da Iata.

Na região Ásia Pacífico, que responde por 35,4% do transporte aéreo global de cargas, houve queda no tráfego de 3,7% em novembro. Na América do Norte, que representa 23,8% do total, a retração foi de 1,1%. Na Europa, houve aumento de 2,6%. A região representa 23,3% do mercado global. Também houve avanço na África, de 19,8%. Na América Latina, o tráfego aéreo de cargas encolheu 3,4%.