Mercado abrirá em 9 h 17 min
  • BOVESPA

    120.700,67
    +405,99 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.514,10
    +184,26 (+0,38%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,44
    -0,02 (-0,03%)
     
  • OURO

    1.762,80
    -4,00 (-0,23%)
     
  • BTC-USD

    63.110,43
    +279,42 (+0,44%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.400,27
    +19,33 (+1,40%)
     
  • S&P500

    4.170,42
    +45,76 (+1,11%)
     
  • DOW JONES

    34.035,99
    +305,10 (+0,90%)
     
  • FTSE

    6.983,50
    +43,92 (+0,63%)
     
  • HANG SENG

    28.830,76
    +37,62 (+0,13%)
     
  • NIKKEI

    29.682,66
    +39,97 (+0,13%)
     
  • NASDAQ

    13.976,50
    -37,50 (-0,27%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7155
    -0,0056 (-0,08%)
     

Transportadores de combustíveis ameaçam paralisação em MG

NICOLA PAMPLONA
·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Transportadores de combustíveis ameaçam paralisar as operações em protesto por contra o fechamento do comércio sem medidas de apoio do governo ao setor. O movimento é puxado por empresas de Minas Gerais, que tentam mobilizar concorrentes em outras regiões do país. "A categoria vai parar porque o governo não fez nenhuma medida para socorrer as empresas de transporte", diz Irani Gomes, presidente do sindicato das transportadoras de combustíveis de Minas Gerais (Sindtanque-MG). A entidade reúne cerca de 400 empresas. Ele afirma que a mobilização já foi acertada com empresários dos quatro estados do Sudeste, mas que ainda não há uma data prevista para a paralisação. Os empresários reclamam também da alta do preço do diesel em um cenário de redução das atividades. "Em um lockdown, como no início da pandemia, o [volume de] trabalho chegou a cair 90%", afirma Gomes, criticando o aumento das medidas restritivas em todo o país para enfrentar a escalada da contaminação pelo novo coronavírus. Na quarta (17), Minas Gerais entrou na "onda roxa" das medidas de combate à pandemia, com o funcionamento apenas de serviços essenciais, o que deve impactar as vendas de combustíveis no estado. Nesta quinta (18), a prefeitura de São Paulo anunciou a antecipação de feriados, criando uma semana de recesso às vésperas da Páscoa. Em publicação no Twitter, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), informou que tomará medida semelhante. Gomes reclama que as empresas de transporte não conseguiram acesso aos programas emergenciais criados pelo governo federal para enfrentar a pandemia em 2020. E que não há sinalização de apoio também dos governos estaduais. No sábado, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que, mesmo após a isenção de impostos federais, 18 estados e o Distrito Federal aumentaram o preço de referência para cobrança de ICMS sobre o óleo diesel, o que representa uma elevação do valor pago pelo consumidor. "Como pode subir o imposto depois que o governo federal zerou o dele?", questionou o presidente do Sindtanque-MG. Os estados alegam que apenas acompanham a alta dos preços nos postos, mas alguns governos, como o do Pará, optaram por manter o preço de referência. Gomes diz que as empresas são contra medidas de restrições à circulação também por entender que não têm efeito. "Estamos na linha de frente nas estradas e não tivemos aumento de mortes e de contágios", afirmou. "O Estado precisa é ensinar a todos como prevenir o contágio." Representantes do setor de combustíveis consultados pela reportagem disseram que as entregas estão sendo feitas normalmente e que ainda não perceberem grande mobilização pelo país. A avaliação, porém, é que no momento um movimento de empresários poderia ter mais força do que um de caminhoneiros. No início de fevereiro, os caminhoneiros autônomos ameaçaram com uma paralisação para protestar contra a alta do preço dos combustíveis, mas o movimento não teve grande adesão. Logo após, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a troca no comando da Petrobras, em tentativa de agradar a categoria.