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Transplantados nos EUA tomam doses extras de vacina contra Covid

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Para Jennifer Woda, duas doses da vacina da Moderna não foram suficientes para protegê-la contra o vírus da Covid-19. Mais de um mês depois, ela recebeu uma terceira e uma quarta dose, desta vez com o imunizante da Pfizer-BioNTech.

Cantora de ópera e professora de música para crianças, Woda recebeu um transplante de rim em setembro de 2019, um dos cerca de 160 mil transplantes que ocorreram nos Estados Unidos desde 2017. Novas pesquisas mostram que esses pacientes, que suprimem o sistema imunológico com medicamentos para que não haja rejeição dos órgãos, são muito menos propensos a desenvolver anticorpos usando a dosagem de vacina autorizada.

Isso leva algumas pessoas a tomarem doses extras em meio à maior preocupação com o fim das restrições à pandemia e agora que a oferta de vacinas nos EUA supera a demanda. Essas pessoas recorreram a farmácias e clínicas para tomar as vacinas por conta própria, sem receita médica. Alguns não foram questionados sobre o histórico de vacinação, enquanto outros explicaram a situação e ainda assim foram vacinados.

“Estou disposta a ser cobaia para o meu bem e para o bem de todos”, disse Woda por telefone.

Estudos recentes da Universidade Johns Hopkins revelaram que apenas 17% dos receptores de órgãos desenvolveram anticorpos detectáveis após a primeira dose de uma vacina de RNA mensageiro, ou mRNA, enquanto 54% os desenvolveram após a segunda dose. Isso se compara a 100% nos ensaios de estágio inicial das vacinas. Mesmo nos receptores de transplantes que tinham anticorpos, os níveis geralmente eram mais baixos do que em pessoas com sistema imunológico saudável.

Woda não está sozinha em sua decisão de tomar doses extras, embora tenha ido além do que muitos outros. Os pesquisadores da Johns Hopkins agora acompanham vários receptores de transplantes que optaram por receber uma terceira dose após conversarem com médicos. Embora a pesquisa esteja sob revisão, os resultados são encorajadores, disse Dorry Segev, um dos pesquisadores e professor de cirurgia e epidemiologia da Johns Hopkins.

Enquanto isso, pacientes transplantados aguardam ansiosamente mais informações. Embora estejam acostumados a tomar precauções para evitar adoecer, o fato de o coronavírus estar no ar e agora não saibam qual pessoa sem máscara está ou não vacinada os torna especialmente temerosos.

“Queremos retomar nossa vida”, disse Janet Handal, receptora de um transplante de rim que recebeu a vacina da Johnson & Johnson mais de dois meses depois de ser imunizada com o regime de duas doses da Moderna. “Queremos poder sair para o mundo e interagir com as pessoas como fazíamos antes - viajar, trabalhar, jantar, ir às partidas de futebol das crianças.”

Cautela

Segev, porém, recomenda cautela. Ele observou uma taxa mais alta de infecções entre receptores de transplantes que foram vacinados em comparação com a população em geral, bem como um índice maior de pacientes hospitalizados.

“Agora não é o momento para as pessoas imunossuprimidas celebrarem a vacina”, disse Segev em entrevista. “Agora é hora de tomar a vacina, e saberemos nos próximos meses até que ponto podem comemorar.”

Segev disse que sua equipe trabalha com a agência reguladora FDA e com os Institutos Nacionais de Saúde para tentar lançar um ensaio clínico com foco na terceira dose para pacientes transplantados. A FDA disse que precisa de dados para avaliar um regime de dosagem fora das autorizações de vacinas atuais.

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©2021 Bloomberg L.P.

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