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“A transparência nos dados é meu principal objetivo”, diz Pazuello

Ministro da Saúde participou de reunião técnica na Câmara dos Deputados (Foto: Najara Araújo/ Câmara dos Deputados)

Em audiência na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (9), o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, voltou a negar que o Ministério da Saúde esteja escondendo dados da Covid-19 no Brasil.

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“A transparência nos dados é meu principal objetivo”, afirmou ao referir-se à mudança do modelo de divulgação dos números por parte do ministério, que agora informará casos e óbitos pelo dia de ocorrência, e não mais pela data de registro, como tinha sido feito até então. 

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“Há 20 dias, procurei o presidente da República para dizer que precisamos de mais dados das prefeituras e dos estados”, afirmou. “As informações agora são plenas, transparentes e reais, em tempo real”, acrescentou Pazuello.

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O ministro foi convocado pela comissão externa da Câmara que acompanha as ações de combate ao coronavírus para tratar da divulgação do panorama da doença no Brasil.

“Não existe como aumentar ou diminuir número de óbitos”, continuou, ao responder críticas recebidas nos últimos dias, por não divulgar o dado acumulado de óbitos por Covid-19 no Brasil e ainda por não informar quantas mortes continuam em investigação.

“Se não informarmos o número de óbitos por dia, o gestor não sabe o que está acontecendo em sua cidade e que medidas deve tomar. E você tem metade do mundo dizendo que queremos esconder óbitos... Pelo amor de Deus! Isso é impossível. É a subnotificação que queremos evitar, não a hipernotificação". 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a reunião técnica foi necessária por “um problema claro de comunicação do governo com a sociedade, com os prefeitos, governadores e com o Parlamento”. O que todos os brasileiros queremos é a transparência na divulgação de dados, o oposto do que aconteceu nos últimos dias. Não estamos aqui para agredir, enfrentar, o que queremos é unidade, independente de questões políticas, que devem ficar para o futuro", destacou Maia. 

Na reunião, Pazuello disse também que o país já realizou 10 milhões de testes desde o início da pandemia, sendo 7 milhões de testes rápidos e 3 milhões de exames PCR, que é a resposta final e precisa sobre a presença do vírus na amostra analisada.

"5% da nossa população já foi testada", afirmou Pazuello, que acrescentou que o Governo comprou mais 10 milhões de testes PCR. 

Ele evitou mencionar a cloroquina, mas defendeu a possibilidade do médico receitar o remédio que bem entender, e informou ainda os novos protocolos do Ministério da Saúde relativos a testagem em massa e manejo do paciente, que deve ser internado em unidades de suporte ventilatória, antes de ser necessária uma UTI.


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