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Transmissão de energia demanda R$16,3 bi em novas obras até 2026, diz ONS

·2 min de leitura
Torres e linhas de transmissão de energia em Brasília (DF)

SÃO PAULO (Reuters) - O sistema elétrico brasileiro demandará investimentos de 23,9 bilhões de reais em obras de transmissão de energia até 2026, sendo que 16,3 bilhões de reais deverão ser destinados a novos empreendimentos, de acordo com um plano de médio prazo elaborado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O conjunto de obras indicado pelo ONS para o ciclo 2022-2026 soma 7.951 quilômetros de novas linhas de transmissão pelo país, além de 20.046 megavolt-ampere (MVA) em capacidade de transformação adicional em subestações.

Esses empreendimentos representam acréscimos de 4,3% na extensão da rede de linhas de transmissão e de 4,5% na potência nominal instalada em transformadores na rede existente, diz o ONS.

Entre as novas obras contempladas pelo operador, parte delas chegou a ser licitada no passado e passam por um processo de caducidade, devendo ser relicitadas em leilão de transmissão previsto para o primeiro semestre deste ano.

O planejamento prevê um aumento expressivo da capacidade de exportação de energia do Nordeste, tendo em vista o potencial da região para a geração eólica e solar. Entre 2022 e 2026, o ONS estimou que a exportação máxima do Nordeste poderá atingir 15.400 megawatts (MW) médios em 2026, ante 11.000 em 2022.

O relatório projeta ainda que a energia solar fotovoltaica centralizada (grandes usinas) terá crescimento expressivo, mais que dobrando a capacidade instalada no horizonte 2021-2025, dos atuais 4,5 GW para 9,2 GW.

Para o fim de 2025, o ONS estima que a capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN) totalizará 191,3 GW. Desse total, 36 GW se referem a usinas de geração eólica e fotovoltaica -- esse número pode chegar a 52,4 GW se consideradas as usinas com o Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST) assinado e pareceres de acesso válidos ou em andamento no ONS.

Em relação à carga de energia, o ONS prevê um crescimento de 20% em 2026 ante 2020, usando o conceito de demanda máxima não coincidente --usado especificamente para estimar demandas que acontecem em horários e meses diferentes.

(De Letícia Fucuchima)

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