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Transferência de planos da Amil causa problemas a vários clientes

·2 min de leitura
UnitedHealth, dona da Amil e da APS, teria desembolsado R$ 3 bilhões para capitalizar a operadora paulista (REUTERS/Ricardo Moraes)
UnitedHealth, dona da Amil e da APS, teria desembolsado R$ 3 bilhões para capitalizar a operadora paulista (REUTERS/Ricardo Moraes)
  • ANS autorizou mudança a partir do dia 1º de janeiro de 2022

  • Problemas aconteceram no momento em que clientes tentam realizar exames de rotina

  • APS viu seu número de clientes crescer 3.181% com transferência de planos

A transferência de beneficiários dos planos individuais e familiares da Amil para a APS (Assistência Personalizada à Saúde) está dando o que falar. Afinal, depois de a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) autorizar tal mudança de forma parcial para o dia 1º de janeiro de 2022 - com o argumento de que ambas as empresas fazem parte do mesmo grupo econômico, garantindo assim a manutenção dos agendamentos e autorizações em curso - as reclamações começaram. Para os consumidores, muitos foram descredenciados de clínicas e laboratórios pela Amil sem aviso prévio.

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Notificação do Procon-SP

De acordo com Fernando Capez, presidente do Procon-SP, o órgão - juntamente com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) - já notificou a Agência Nacional de Saúde Suplementar, a Amil e a APS para que se saiba quais medidas foram adotadas neste processo. É importante lembrar que, somente nos três primeiros dias do ano, foram contabilizadas cerca de 46 queixas sobre essa transferência dos 337.459 contratos de planos de saúde individuais.

Problemas com a mudança

De acordo com algumas fontes ouvidas pelo jornal Extra, os principais problemas aconteceram no momento em que os clientes foram tentar realizar exames de rotina - e tiveram seus pedidos recusados (em locais que, antes, faziam isso de forma rotineira). Uma das respostas para isso pode ser, em partes, o grande aumento na demanda de serviços da APS. Afinal, a empresa sediada em Jundiaí, interior de São Paulo, possuía pouco mais de 11 mil usuários antes da transferência. Estando, agora, com quase 350 mil - o que representa um aumento de mais de 3.181%.

Manutenção dos contratos

Ao autorizar a transferência dos planos - e o processo de alienação dessas carteiras -, a ANS ressaltou que seria necessário a manutenção das condições dos contratos, inclusive o valor da mensalidade e as regras de reajuste dos planos antigos. Também é válido lembrar que a UnitedHealth, dona da Amil e da APS, teria desembolsado R$ 3 bilhões para capitalizar a operadora paulista, numa operação associada ao veículo de investimento Fiord Capital. Segundo a agência, as reclamações feitas pelos usuários estão sendo apuradas.

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