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Traficantes brasileiros planejavam assassinar juiz argentino, diz jornal

Gendarmería Nacional, força de segurança da Argentina, desarticulou uma célula brasileira conectada ao tráfico argentino em Misiones, em 26 de maio.

Autoridades argentinas descobriram que facções brasileiras planejavam matar o juiz Fernando Verón, responsável por investigar o traficante Néstor Fabián Rojas por dois homicídios.

Segundo o jornal La Nación, Rojas tinha ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e com a facção Bala na Cara, com o objetivo de controlar o tráfico na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

A Gendarmería Nacional, força argentina de segurança, desarticulou uma célula brasileira conectada ao tráfico argentino em Misiones, cidade próxima à Tríplice Fronteira, em 26 de maio.

Em uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, o traficante argentino diz: “Vamos lá, irmão. Temos que resolver este problema antes que ele cresça. E ninguém precisa saber. A melhor coisa a fazer é esperá-lo quando ele for trabalhar”.

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A investigação acredita que o “problema” seria o juiz Verón, e “esperá-lo quando ele for trabalhar” teria como finalidade executá-lo com traficantes que sairiam do Brasil em direção à Argentina.

Em outra conversa, Rojas pede três pistolas “ao Brasil”. As mensagens, dizem os investigadores, confirmariam a relação do criminoso argentino com traficantes brasileiros.

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O plano para assassinar o juiz Verón falhou quando as fronteiras foram fechadas para o controle das rotas em função da pandemia de coronavírus.

"A suspeita é que Rojas era um tipo de coordenador na Argentina dos grupos criminosos brasileiros. Por isso, ficamos muito surpresos por ele ter sido enviado para a mesma ala onde estão alojados os quatro brasileiros detidos em Misiones", afirmou um detetive à publicação.

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