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Traficante preso mandava mesada de R$ 28 mil para a mulher

Rafael Nascimento de Souza
·2 minuto de leitura

A Polícia Civil do Rio desencadeou, ontem, uma megaoperação contra a maior facção criminosa de tráfico de drogas do estado. A ação, comandada pela Delegacia Especializada em Armas, Munição e Explosivos (Desarme), tem como objetivo asfixiar a chamada “caixinha” da quadrilha — valor em dinheiro usado, entre outras funções, para financiar integrantes do grupo presos.Segundo a polícia, a mulher do traficante Marcelo Moreira Reis, o Marcelinho da CDD, recebia por mês cerca de R$ 28 mil.

As investigações tiveram início em maio 2019, quando Elton da Conceição, o “PQD da CDD”, foi preso em flagrante pela Polícia Militar, com anotações de contabilidade da quadrilha e dezenas de comprovantes de depósitos nominais em espécie. A polícia identificou uma rede de pessoas, a maioria parentes de bandidos, que era utilizada para repassar valores do tráfico aos presos da facção. Segundo a Polícia Civil, o esquema movimentou quase R$ 7 milhões ao longo dos últimos dois anos.

— Essa cúpula se beneficia desse dinheiro para a compra de armas e bancar guerras, familiares e amigos, como um verdadeiro fundo previdenciário — disse o delegado Gustavo Rodrigues Ribeiro, titular da Desarme.

O policial lembra que os depósitos eram feitos em uma lotérica da Cidade de Deus, comunidade na Zona Oeste do Rio, para presos e pessoas ligadas a esses criminosos. Segundo ele, esses valores beneficiavam criminosos desde o Norte Fluminense, passando pelas regiões Serrana e dos Lagos:

— É um fundo sistêmico e atinge todas as regiões do estado, com 44 contas correntes. Identificamos 84 laranjas. Quarenta e quatro estavam presos e movimentavam o dinheiro em benefício próprio.

Ontem, foram feitas buscas em sete unidades do Complexo de Gericinó, em Bangu, e no Presídio Tiago Teles, em São Gonçalo, com apoio de várias unidades.

Segundo a polícia, os chefes do grupo organizado emprestam dinheiro a juros de 10% ao mês para comparsas — de diversas comunidades do estado — que enfrentam dificuldades financeiras para a aquisição de armas e drogas. Além disso, os investigadores têm convicção de que roubos de cargas e veículos cometidos no estado eram autorizados para aumentar o fundo criminoso da quadrilha. Ontem de manhã, 24 líderes da facção foram ouvidos em Bangu 3 Para o investigador, os criminosos se aprimoraram na utilização de laranjas para a movimentação financeira.

— Hoje, com aplicativos, eles conseguem, apenas com um token movimentar milhões. Não precisam falsificar nada. Tudo é movimentado pelo celular. Além dos parentes, eles usavam pessoas mortas para habilitar os telefones — destacou Ribeiro.

Todos os envolvidos estão sendo indiciados por associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

— A operação já tem diversas fases e, ao final da investigação, queremos entender mais a movimentação dessa organização criminosa — completou o delegado.