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Traders do Goldman geram receita de US$ 2 bilhões em commodities

Sridhar Natarajan e Jack Farchy
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Operadores de commodities do Goldman Sachs dobraram a receita gerada em 2020, outro sinal de que as mesas de Wall Street conseguiram trazer lucros no final do ano, mesmo com menor turbulência no mercado.

A divisão do Goldman gerou mais de US$ 2 bilhões em receita em seu melhor desempenho anual em cerca de uma década, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Foi uma redenção muito necessária: a destreza da unidade foi afetada por uma crise nos últimos anos que começava a levantar dúvidas sobre o futuro do grupo.

O forte resultado também é um bom presságio para rivais antes da temporada de balanços marcada por um dos ambientes de negociação mais lucrativos da história bancária. O Jefferies Financial, um termômetro de Wall Street, divulgou um salto de 67% da receita líquida no ano fiscal encerrado em novembro, o que reforça as expectativas de desempenho semelhante em outras empresas.

“No ano passado, em meio à volatilidade sem precedentes, estivemos ao lado de nossos clientes, criando mercados e fornecendo soluções de liquidez, financiamento e gestão de risco”, disse a porta-voz do Goldman, Maeve DuVally, em comunicado.

Os investimentos retornam às commodities após anos de marasmo. Analistas do Goldman estão otimistas quanto aos fluxos e projetam um novo mercado altista para as commodities à altura do boom impulsionado pela China nos anos 2000 e da valorização do preço do petróleo dos anos 1970.

A maior parte dos ganhos veio do petróleo, que gerou lucros para tradings em Wall Street e em outros segmentos em 2020. A cotação do petróleo primeiro entrou em território negativo e se recuperou, para depois registrar alta de 35% nos últimos dois meses do ano.

Bancos de investimento com previsão de divulgar balanço nas próximas semanas devem ter ganhado juntos o máximo com commodities em uma década. Tradings como Trafigura e Mercuria Energy registraram lucros recordes. Hedge funds também tiveram forte desempenho: o principal fundo do especialista em petróleo Pierre Andurand mostrou ganho de 68,6% ao longo do ano, e o Citadel, de Ken Griffin, obteve retorno de mais de US$ 1 bilhão com commodities.

A unidade do Goldman ultrapassou US$ 1 bilhão em receita nos primeiros cinco meses. Mas a receita adicional na segunda metade do ano desafiou as expectativas de alguns executivos.

O impacto da pandemia criou oportunidades além do petróleo. No mercado de ouro, por exemplo, temores sobre paralisações de voos causaram um deslocamento atípico dos preços entre os dois principais centros de Londres e Nova York, o que trouxe oportunidades de arbitragem.

O Goldman não divulga resultados da divisão de commodities. A receita de US$ 2 bilhões pode não incluir alguns custos, como despesas de corretagem, disseram as pessoas. A divisão global de trading de commodities do banco alcançou essa marca pela última vez em 2011, segundo relatório do Senado dos EUA sobre o envolvimento de bancos nos mercados de commodities e estimativas compiladas pela Bloomberg.

Ainda assim, a marca de 2020 é ofuscada pelo último boom do mercado de commodities, quando o Goldman registrou média acima de US$ 3 bilhões em receita anual para a unidade entre 2006 e 2009. E, enquanto no passado o Goldman era líder absoluto entre os bancos em commodities, agora é regularmente desafiado por rivais pelo primeiro lugar.

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