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Trabalho informal contribuiu com piora na produtividade a partir de 2014

Edna Simão e Mariana Ribeiro

Em documento, a Secretaria de Política Econômica houve contribuição positiva do setor agrícola O aumento de trabalhadores informais no mercado de trabalho tem contribuído para a piora da produtividade no país. Segundo box sobre “Decomposição da produtividade do trabalho” anexado no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, houve uma queda da produtividade partir de 2014. “A produtividade caiu e depois se manteve estável ao longo do período recente”, afirmou o subsecretário de Política Macroeconômica, Vladmir Kuhl Teles.

O documento mostra, no entanto, que no cálculo feito para todos os setores da economia, a variação é mais suave e estabiliza após a recessão de 2014-2106 devido à forte evolução da produtividade do trabalho no setor agrícola.

Segundo o estudo, no período mais recente, a piora da produtividade se deve ao aumento da informalidade no trabalho. “Devido à rigidez salarial, a queda da produção por trabalhador elevou o custo unitário do trabalho, revertendo a tendência de formalização do trabalho, impelindo vários trabalhadores para a informalidade. Este setor normalmente é menos produtivo que o formal, pois espera-se que as famílias sejam mais intensivas em capital do que nas firmas”, diz estudo.

O custo unitário de trabalho dos setores e atividades formais são cerca de 2,5 vezes maior que os informais. “Dessa forma, o aumento da alocação da população ocupada para atividade informais tem levado à queda da produtividade”, informa o documento.

O boletim divulgado nesta terça-feira também atualiza os principais parâmetros para economia brasileira. A projeção para o PIB de 2020 passou de 2,32% para 2,4%. Já para os próximos anos, a expectativa do governo é de um crescimento de 2,5%.

Segundo a análise, os indicadores de emprego e atividade econômica indicam retomada consistente da economia para 2020. O documento destaca também que é essencial manter a trajetória de ajuste fiscal para sustentar o juro real de equilíbrio baixo e estimular o crescimento. Além disso, conforme o boletim, as reformas que visam elevar a produtividade são fundamentais para promover o crescimento sustentável.