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Trabalhar remotamente prejudica criatividade, diz estudo

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Muitos trabalhadores estão ou estiveram trabalhando de casa por longos períodos durante a pandemia de covid-19. Muitos deles provavelmente continuarão — e querem continuar — nesse regime de trabalho mesmo após o fim das restrições, segundo alguns estudos e pesquisas de opinião.

Uma pesquisa recente feita nos Estados Unidos, no entanto, buscou entender a diferença de desempenho entre os funcionários que trabalharam presencialmente e os que trabalham remotamente, demonstrando que quem vai até o trabalho tem vantagens em determinadas áreas, principalmente as relacionadas à criatividade. O estudo foi publicado na revista científica Nature.

O trabalho gera mais foco e corta distrações periféricas, mas isso gera efeitos negativos na criatividade, segundo cientistas (Imagem: Chris Montgomery/Unsplash)
O trabalho remoto gera mais foco e corta distrações periféricas, mas isso gera efeitos negativos na criatividade, segundo cientistas (Imagem: Chris Montgomery/Unsplash)

Estudando o trabalho

Segundo os pesquisadores, equipes trabalhando remotamente têm ideias criativas menos bem sucedidas do que equipes trabalhando presencialmente, mas a diferença é ínfima no momento de selecionar em quais ideias vale a pena investir. O estudo envolveu 602 participantes, divididos em pares. Metade deles estava se comunicando através de uma videoconferência, e o resto estava cara a cara.

Os participantes tiveram de apresentar ideias para novos usos de produtos como frisbees e plástico-bolha, e então, cinco minutos depois, ganharam um minuto para escolher a melhor das ideias apresentadas. Todas as ideias foram levadas a um time de juízes independentes, que os avaliaram pela criatividade e praticabilidade das ideias.

As equipes remotas geraram um número maior e mais variado de ideias do que as presenciais, segundo os pesquisadores, mas ao comparar a habilidade de selecionar as melhores ideias — medida ao comparar as avaliações de criatividade e praticabilidade das ideias escolhidas com as escolhidas pelos juízes —, houve pouca diferença entre os grupos.

Muitas pessoas ainda preferem manter ao menos parte do trabalho remoto, segundo pesquisas no mundo todo (Imagem: Reprodução/Christina @ wocintechchat.com/Unsplash)
Muitas pessoas ainda preferem manter ao menos parte do trabalho remoto, segundo pesquisas no mundo todo (Imagem: Reprodução/Christina @ wocintechchat.com/Unsplash)

Originalmente, o estudo foi feito em campi estadunidenses, com a maioria dos participantes jovens e do sexo feminino, mas para eliminar vieses, eles foram replicados em 1.490 engenheiros trabalhando para empresas internacionais de infraestrutura de telecomunicação, vindo de cinco países da Europa, Oriente Médio e Ásia. Desta vez, foi pedido que os participantes pensassem em ideias para produtos das empresas para as quais trabalhavam ao invés de produtos hipotéticos, replicando melhor o cenário de trabalho.

Através de vários métodos, como análises linguísticas e acompanhamento do olhar, além da habilidade dos participantes de lembrar de objetos vistos no ambiente de testes, os cientistas descobriram que as pessoas trabalhando presencialmente olhavam ao redor da sala e falavam ao mesmo tempo mais vezes do que as que trabalharam remotamente — estas últimas falavam em turnos e mantinham os olhos na tela. Estas atitudes tiveram uma correlação negativa com a geração de ideias.

Diminuir o campo visual pode acabar estreitando o foco cognitivo geral também, fazendo com que seja mais difícil ter ideias novas, criativas ou fora da caixa. Focar em uma tela e filtrar estímulos periféricos ajuda no foco, mas a criatividade é beneficiada pelo pensamento mais desfocado, segundo os cientistas. Uma possível solução seria, sugerem especialistas, tirar intervalos para tirar o olho da tela durante videochamadas.

Fonte: Canaltech

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