Trabalhar em cafeterias pode diminuir a produtividade dos profissionais

SÃO PAULO - Cafeterias são alguns dos lugares prediletos por executivos quando pensam em marcar uma reunião, fechar um negócio ou apenas trabalhar. O cenário é mesmo tentador: rede wi-fi gratuita, um ambiente descontraído e um cappuccino sempre ao alcance.

Porém, mesmo com uma grande variedade de coffee shops para todos os gostos, uma pesquisa realizada com 26 mil empresários de 90 países, inclusive o Brasil, diz que o local não é um ambiente ideal para realizar, fechar ou conversar sobre negócios.

Para os empresários brasileiros, a falta de privacidade dos documentos e da segurança dos pertences pessoais e o barulho dos outros clientes são alguns dos maiores motivos para evitar o trabalho em cafeterias, segundo a empresa que realizou o levantamento, Regus.

“Trabalhar em cafeterias parece ótimo quando essa tendência é divulgada pela mídia, mas não é produtivo nem seguro. Uma pesquisa anterior da Regus já havia mostrado que 64% dos empresários buscam centros de negócios para um ambiente mais profissional e produtivo", afirma o vice-presidente da Regus para a América Latina, Michael Turner.

Além de atrapalhar reuniões e ligações de negócios, o barulho normal de uma cafeteria, por exemplo, pode desconcentrar os profissionais, tornando-os menos produtivos. No Brasil, as pessoas da geração Baby Boom (50%) estão mais propensas a ter dificuldades para se concentrar em uma coffee shop do que as da chamada Geração Y (41%).

Outros motivos apontados pelos entrevistados para evitar o trabalho rotineiro nas cafeterias foram: falta de equipamentos como impressoras e scanners e conexão de internet lenta ou intermitente.

Quando elas são uma boa pedida
Há ocasiões em que as cafeterias são bem úteis para os profissionais. Cerca de 70% dos entrevistados disseram que os horários flexíveis dos coffee shops e sua infraestrutura podem ser propícios para um curto momento do dia de trabalho, como enviar alguns e-mails ou até reuniões rápidas.

Mas com uma ressalva: “os entrevistados deixaram bem claro que as cafeterias não podem ser a norma - pois não são produtivas, seguras nem profissionais”, constatou o estudo.

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