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Trabalhadores remotos deveriam pagar imposto, diz Deutsche Bank

Ksenia Galouchko
·2 minuto de leitura
Mixed race businesswoman using laptop
Mixed race businesswoman using laptop

(Bloomberg) -- Escolher ganhar o pão de cada dia em casa quando a pandemia acabar é um privilégio pelo qual as pessoas devem pagar, de acordo com estrategistas do braço de pesquisa do Deutsche Bank.

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“Trabalhar em casa fará parte do ‘novo normal’ bem depois da pandemia”, escreveram estrategistas liderados por Luke Templeman em relatório. “Nosso argumento é que trabalhadores remotos deveriam pagar um imposto pelo privilégio.”

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A equipe propõe uma taxa de 5% para pessoas que trabalham em casa regularmente e não por causa de uma medida de quarentena de governos. A implementação do imposto poderia arrecadar US$ 48 bilhões por ano nos Estados Unidos e cerca de 16 bilhões de euros (US$ 18,8 bilhões) na Alemanha, dizem, para financiar subsídios para profissionais de baixa renda e essenciais que não podem trabalhar remotamente.

O Deutsche Bank Research realizou uma pesquisa para avaliar a grande transição global rumo ao trabalho remoto que ocorreu como resultado da pandemia de Covid-19 e que pode perdurar já que muitas pessoas descobrem os benefícios financeiros, pessoais e profissionais da mudança. De acordo com os resultados, mais da metade dos que trabalham remotamente querem continuar nesse esquema entre dois e três dias por semana, mesmo após o fim da crise de saúde. A pesquisa com 800 pessoas foi realizada em setembro.

Trabalhar no conforto da própria casa economiza dinheiro com transporte, almoços e eventos sociais, de acordo com o Deutsche Bank Research, e oferece maior segurança e flexibilidade no emprego, disseram os estrategistas. Ainda assim, as pessoas que trabalham remotamente também contribuem menos para a infraestrutura da economia, o que poderia afetar ainda mais o crescimento nacional, disseram.

“Esse é um grande problema para a economia, pois foram necessários séculos e décadas para construir uma infraestrutura econômica e de negócios mais ampla que apoiasse o trabalho presencial”, disse Templeman.

O imposto proposto seria pago pelo empregador caso a empresa não forneça uma mesa ao empregado, ao passo que se o trabalhador decidir ficar em casa com base em suas próprias necessidades seria tributado por cada dia de trabalho remoto, de acordo com o o Deutsche Bank. Nos Estados Unidos, calculam os estrategistas, esse imposto poderia pagar um subsídio de US$ 1,5 mil aos 29 milhões de trabalhadores que ganham menos de US$ 30 mil por ano e não podem trabalhar de casa.

“Faz sentido apoiar o grupo de pessoas que foram repentinamente deslocadas por forças fora de seu controle”, disse Templeman. “Aqueles que têm a sorte de estar em uma posição de se ‘desconectar’ da economia cara a cara devem isso a eles.”

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