Trabalhadores paulistas de TI conseguem reajuste de 7%

Trabalhadores paulistas do setor de tecnologia da informação conquistaram reajuste salarial de 7% para 2013, o que representa aumento real de 1,2% frente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e de 0,8% sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd). Com data base em 1º de janeiro, as negociações salariais do setor abrem os reajustes deste ano. Cerca de 190 mil trabalhadores serão beneficiados pelo acordo, estando 100 mil concentrados na capital paulista.

Antes de fechar o acordo, aconteceram quatro rodadas de negociação. A reivindicação inicial dos trabalhadores era de reajuste de 10,51%, com aumento real próximo a 4%. No segundo semestre do ano passado, grandes categorias de trabalhadores conquistaram reajustes reais próximos a 2%, que acabaram virando referência para as negociações do final do ano. "Houve retração da economia no ano passado, o que irá refletir em todas as negociações de 2013. Mas os números do nosso setor são números bons, com previsões otimistas. Em 2012, o setor cresceu três vezes mais que o PIB no primeiro trimestre e mais que o dobro no segundo", afirmou, em nota distribuída à imprensa, o presidente do Sindpd, Antonio Neto.

Os pisos salariais dos trabalhadores de TI paulistas terão reajustes que variam de 8,1% a 9,4%. Além do aumento nos salários, os funcionários do setor conseguiram avanços em benefícios como participação nos lucros e resultados (PLR), vale-refeição e auxílio-creche. Entre as conquistas, todas as empresas do setor com mais de 40 funcionários terão que apresentar proposta para pagamento de PLR, o vale-refeição será reajustado em 20%, e as empresas se comprometeram a apresentar políticas de viagem e reembolso de quilometragem.

"Precisamos valorizar a categoria para acabar com o problema da escassez de mão de obra especializada. Há um paradoxo na postura dos empresários, que reclamam da falta de mão de obra especializada", comentou Neto. De acordo com ele, apesar de alegarem falta de mão de obra especializada no setor, as empresas resistem a conceder melhoria nos salários e benefícios.

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