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Trabalhadores de Hollywood aprovam greve; filmes e séries podem parar

·4 minuto de leitura

A indústria de cinema e TV de Hollywood pode parar. O International Alliance of Theatrical Stage Employees (IATSE), sindicato que representa os trabalhadores dos estúdios nos Estados Unidos, aprovou indicativo de greve nesta segunda-feira (4) para pressionar as empresas por melhorias na qualidade de vida dos funcionários, o que pode representar a primeira grande paralisação do setor em 128 anos.

De acordo com o IATSE, a decisão pela greve se deu após decisão quase unânime entre seus associados. Cerca de 98% dos mais de 60 mil trabalhadores do ramo de entretenimento filiados ao sindicato optaram pela suspensão das atividades caso a Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP), que representa os estúdios de cinema a TV, não apresente uma nova proposta que leve em conta as reivindicações da categoria.

Sindicato representa trabalhadores como designers, animadores, figurinistas e técnicos de produção (Imagem: Reprodução/IATSE)
Sindicato representa trabalhadores como designers, animadores, figurinistas e técnicos de produção (Imagem: Reprodução/IATSE)

O presidente da IATSE, Matthew Loeb, destaca que o principal objetivo da greve é chamar a atenção justamente para questões de qualidade de vida dos trabalhadores, algo que ele diz estar sendo negligenciado há tempos. “Nosso pessoal tem necessidades humanas básicas, como tempo para se alimentar, dormir adequadamente e até mesmo descansar aos fins de semana”, exemplifica. “Além disso, para quem está na parte de baixo da folha de pagamento, nada mais justo do que um salário mínimo”.

Além do aumento de salário e do tempo de descanso, o sindicato ainda pede por uma maior contribuição das empresas aos planos de saúde e de pensão de seus funcionários, assim como uma divisão mais justa dos lucros de produções feitas para o streaming. “Nosso pessoal está trabalhando em produções em que os estúdios estão gastando quantidades exorbitantes de dinheiro e nós estamos pagando por isso”, explica Loeb em entrevista ao jornal Los Angeles Times.

Segundo o líder sindical, filmes e séries para streaming têm um custo de produção muito alto e os estúdios não estão economizando na hora de tirar esses projetos do papel — só que, para isso, estão cortando os salários de quem está na parte de baixo da tabela. “As empresas ignoram o investimento e os serviços do nosso pessoal”, afirma Loeb.

“Eu espero que os estúdios vejam e entendam a decisão”, completa o presidente da IATSE. “Se eles querem evitar uma greve, vão voltar à mesa de negociação e nos fazer uma oferta razoável”.

Hollywood vai parar mesmo?

Diante da decisão do sindicato, a grande questão que surge é sobre uma possível paralisação em Hollywood justamente em um momento em que a indústria cinematográfica caminha para uma retomada após quase um ano e meio parada por causa da pandemia da covid-19.

Pelo que Matthew Loeb revelou ao apresentar o resultado da votação, a possibilidade não está descartada. Os trabalhadores optaram pelo indicativo de greve, ou seja, acenderam o alerta de que uma paralisação não está descartada e pode realmente acontecer caso suas demandas não sejam atendidas. Como o próprio presidente da IATSE pontuou, tudo agora depende da nova proposta que os estúdios vão apresentar — se é que vão fazer algo do tipo.

Segundo sindicato, cerca de 98% dos mais de 60 mil associados optaram pelo indicativo de greve por melhores condições de trabalho (Imagem: Reprodução/IATSE)
Segundo sindicato, cerca de 98% dos mais de 60 mil associados optaram pelo indicativo de greve por melhores condições de trabalho (Imagem: Reprodução/IATSE)

Ao Los Angeles Times, Loeb diz que uma primeira proposta foi entregue à AMPTP, mas os representantes dos estúdios nunca deram uma resposta sobre aqueles pedidos. Assim, como o líder sindical pontua, a bola agora está com as empresas e depende desse retorno para saber se haverá negociação ou se os trabalhadores vão ter que cruzar os braços para aumentar a pressão.

Caso a paralisação realmente aconteça, uma parte considerável dos trabalhadores de Hollywood vai parar. A IATSE representa uma parcela considerável das categorias responsáveis por fazer um filme ou uma série de TV ganhar vida. São técnicos audiovisuais, designer, animadores, maquiadores e figurinistas — ou seja, todo o pessoal por trás das câmeras que é responsável por fazer com que as ideias do roteiro tomem forma. Assim, caso a greve avance, é quase certo dizer que todas as produções cinematográficas também fiquem em standby.

Vale lembrar que essa não é a primeira greve a afetar Hollywood na história recente — e, por isso mesmo, tira o sono de muita gente. Entre os anos de 2007 e 2008, os roteiristas também pararam as atividades, o que afetou o andamento de dezenas de séries de TV e atrasou a produção de vários filmes.

Fonte: Canaltech

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