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Trabalhadoras fazem protesto contra fechamento da LG no interior de SP

FERNANDA BRIGATTI
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Trabalhadores de fábricas que atendem a produção de celulares da LG organizaram nesta quarta-feira (7) uma manifestação na região central de Caçapava (SP) contra o iminente fechamento dos postos de trabalho. Na segunda, a LG anunciou que deixará o mercado de smartphones e encerrará a produção em todo o mundo até 31 de julho deste ano. No Brasil, a empresa produz esses aparelhos em Taubaté (SP). O protesto desta manhã foi realizado por funcionários de empresas terceirizadas que atendem a LG —ao todo, são três, com 430 funcionários. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves, as trabalhadoras de duas indústrias —cerca de 90% da força de trabalho dessas unidades é formada por mulheres— decidiram, após reunião, fazer uma passeata e depois uma carreata contra a possibilidade de serem demitidas. Ainda não estão previstos outros protestos. Para o sindicato, o fechamento das três fábricas é inevitável, uma vez que essas empresas funcionam com maquinário da LG e não têm outras atividades. A reportagem tentou contato com as indústrias, mas ainda não teve retorno. Nesta quarta, o sindicato de São José dos Campos teve a primeira reunião com representantes das empresas. "Nos disseram que todas as verbas rescisórias estão garantidas, mas isso é a obrigação deles. Discutimos também a possibilidade de a LG pagar uma indenização também para as terceirizadas", afirma Gonçalves. As fábricas entraram em greve na terça (6). A LG diz, em nota, que cumprirá suas responsabilidades sociais para "minimizar os impactos não apenas à nossa empresa, mas também aos nossos parceiros com os quais mantemos relações comerciais ao longo dos anos". Em Taubaté, a LG deu início às negociações com o sindicato local e a expectativa é fechar um acordo de demissão até sexta-feira (9). Com a decisão de encerrar a produção de celulares, a LG vai desativar a fábrica do município. A linha de notebooks e monitores será transferida para Manaus (AM), onde a empresa já produz outros produtos, como televisores. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Cláudio Batista, representantes da empresa disseram que incentivos fiscais para a atividade industrial tornavam mais vantajoso transferir a produção para o Amazonas. A LG diz que a mudança fortalecerá sua estratégia de competitividade comercial. A empresa de tecnologia tem cerca de 1.000 funcionários diretos em Taubaté, 700 dos quais deverão ser demitidos. São 400 das linha de produção de celulares e 300 que atuam com monitores e notebook. Os outros estão nos setores que continuarão funcionando no estado de São Paulo, como assistência técnica e call center. O anúncio do encerramento não pegou os trabalhadores de surpresa. As quatro fábricas do Vale do Paraíba que atendem a empresa chegaram a anunciar estado de greve, um tipo de aviso para pressionar alguma negociação. Os sindicatos cobravam das chefias alguma resposta sobre a possibilidade de as unidades serem desativadas. A imprensa sul-coreana vinha registrando desde o início deste ano as tentativas da LG de vender suas fábricas de smartphones para o Vingroup, um conglomerado vietnamita de tecnologia. A intenção era vender as fábricas no Brasil e no Vietnã, mas as negociações não andaram.