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Trabalhador da linha de frente precisou se adaptar sozinho ao mundo digital, diz Microsoft

·3 min de leitura
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, 19/05/2021: Movimentação na plataforma do terminal de ônibus Itaquera. (Rivaldo Gomes/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, 19/05/2021: Movimentação na plataforma do terminal de ônibus Itaquera. (Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais da metade dos cerca de 2 bilhões de trabalhadores que atuam em setores essenciais da economia --os da linha de frente- sentiram que precisaram aprender sozinhos e de maneira adaptada a usar ferramentas de tecnologia e outras soluções digitais para seguir na ativa durante a pandemia.

O sentimento mundial é compartilhado também entre os brasileiros: 60% dos entrevistados relataram não ter recebido qualquer treinamento formal para usar novas tecnologias, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (12) pela Microsoft. O percentual global é de 55%.

A publicação da empresa de origem americana ouviu 9.600 trabalhadores em setores industriais para os quais o home office é praticamente impossível. São funcionários da indústria de bens, de automóveis, energia, finanças, hospitalidade, telecomunicações, mídia, varejo e saúde.

"Eles mantiveram as mercearias abastecidas, garantiram que as redes de energia seguissem funcionando, forneceram serviços de saúde essenciais, e produziram e distribuíram os produtos dos quais o mundo precisa, tudo isso enfrentando riscos pessoais e contínuas rupturas", diz o relatório.

Jared Spataro, vice-presidente de uma divisão da Microsoft batizada de "trabalho moderno", diz que o percentual de trabalhadores da linha de frente que afirmou se sentir sob estresse já era esperado, mas diz ter ficado surpreso com uma certa "cultura de preocupação" identificada pela pesquisa.

Segundo a Microsoft, 76% dos trabalhadores da linha de frente disseram se sentir muito ligados aos colegas. Essa proximidade vem, principalmente, do estresse compartilhado durante a pandemia.

A média mundial é muito similar ao resultado no Brasil, onde 77% dos trabalhadores desses setores disseram estar mais próximos daqueles com quem dividiram as angústias na crise sanitária.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores da linha de frente disseram sentir que a comunicação precisa ser priorizada a partir do alto escalão. É necessário desenvolver "cultura de empresa", disseram os entrevistados à Microsoft.

Entre os que disseram se sentir estressados, 45% citaram a carga de trabalho pesada, 44%, os salários baixos, e 41%, as longas jornadas. Para os brasileiros, o rendimento baixo foi citado como fator de estresse por 55% dos trabalhadores da linha de frente, que também apontaram entre as preocupações: muito trabalho a ser feito (51%), jornadas muito longas (42%), medo de perder o emprego (34%) e rotina de trabalho rígida (34%).

Outro ponto surpreendente para o executivo da Microsoft foi o que ele chamou de uma visão positiva da tecnologia. Globalmente, 63% dos trabalhadores da linha de frente disseram estar animados quanto às oportunidades de trabalho que poderão ser abertas pelo uso de tecnologias. No Brasil, 61% expressaram perspectivas positivas.

Segundo a Microsoft, nesses segmentos de mão de obra massivamente externa, os trabalhadores são tradicionalmente mal-atendidos pela tecnologia.

Outra conclusão do relatório da Microsoft aponta para o que a empresa chama de um ponto de inflexão, em meio a uma grande reorganização do trabalho. Essa inflexão é expressa, no estudo, por meio do desejo de melhores salários e benefícios, mais flexibilidade e balanceamento da vida pessoal com a profissional.

No Brasil, 80% disseram que melhores salários teriam efeito para reduzir o estresse. Para 63%, melhorar o tipo de tecnologia aplicada ao trabalho seria um meio de melhorar as condições. Licenças remuneradas também foram citadas por 57% dos entrevistados.

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