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Três fatores responsáveis pela desaceleração da economia chinesa

·3 min de leitura

No início de 2021, a previsão dos principais agentes institucionais do mundo para o crescimento do PIB chinês no ano era de 8,3%. 

Mais recentemente, os bancos internacionais revisaram para baixo suas projeções de crescimento para o ano inteiro para a China, à medida que a expansão da economia desacelerou. 

O crescimento no terceiro trimestre foi de apenas 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto que os dois primeiros trimestres tiveram crescimento de 18,3% e 7,9%, respectivamente. 

O alto crescimento do primeiro trimestre ocorreu em grande parte devido ao crescimento negativo no primeiro trimestre de 2020 devido aos bloqueios induzidos pela pandemia. 

Já o baixo crescimento no terceiro trimestre tem gerado preocupações sobre as perspectivas de crescimento no quarto trimestre e no próximo ano.

Entre as várias justificativas para a desaceleração chinesa, há três principais que são praticamente um consenso entre analistas: 1) a política de controle de emissões de dióxido de carbono; 2) a regulamentação mais rígida do setor imobiliário; 3) a política de tolerância zero da China em relação ao COVID-19.

Política de controle de emissões de carbono

A China emitiu um plano de ação para diminuir o crescimento das emissões de dióxido de carbono. O objetivo é interromper o aumento das emissões antes de 2030 e atingir o zero líquido até 2060.

Para isso, o governo reduziu de forma abrupta e vigorosa a geração de eletricidade em usinas movidas a carvão. Em algumas, a queda chegou a 20%. 

O governo chinês também tem instado a indústria do aço a cortar a capacidade de produção, melhorar as taxas de reciclagem de sucata de aço e promover tecnologias de fornos elétricos a arco.

Consequentemente, as restrições na produção impactam fortemente a demanda por minério de ferro, cuja commodity é o insumo principal da produção de ligas metálicas.

Regulamentação no setor imobiliário

A política de “três linhas vermelhas”, iniciada em agosto de 2020 e intensificada este ano, estabelece tetos para o endividamento das incorporadoras imobiliárias.

Ao todo, a política estabelece tetos para três índices de endividamento para as empresas do ramo: 1) dívida/ativos totais; 2) dívida/patrimônio líquido; 3) dívida/caixa. 

Como muitas dessas empresas não conseguiram atender a uma ou mais das linhas vermelhas, os bancos e mercados de capitais relutam em fornecer novos financiamentos. 

Para resolver os problemas com o elevado nível de alavancagem, muitas empresas imobiliárias tiveram que vender ativos, reduzir as operações ou as duas coisas.

A Evergrande foi a incorporadora imobiliária chinesa mais proeminente a ter problemas financeiros, mas não é a única. 

Política contra a COVID-19

Uma onda de surtos locais de COVID no verão gerou bloqueios ou restrições de viagem em várias cidades chinesas. 

Isso não apenas reduziu a produção industrial, mas também afetou severamente muitos empregos no setor de serviços, justamente quando o turismo estava começando a crescer.

A política de tolerância zero da China com a pandemia é marcada por bloqueios mais fortes e frequentes do que na maioria dos outros países. 

Embora este tenha sido um dos pontos elogiados entre os epidemiologistas no início da crise, muitos agora têm argumentado que talvez não seja mais adequado adotar atualmente as mesmas práticas utilizadas no estágio de pré-vacina da pandemia.

Todos os países acabarão tendo que aprender a conviver com o coronavírus à medida que novas variantes continuam a surgir. Felizmente, o custo de fazer isso está se tornando mais administrável à medida que as taxas de vacinação e a imunidade natural aumentam.

This article was originally posted on FX Empire

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