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Três candidatos a aglomerados de galáxias são observados através de raios X

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

A pesquisa Clusters Hiding in Plain Sight (CHiPS), liderada pelo astrônomo Michael McDonald, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), descobriu em 2012 um aglomerado de galáxias bem incomum, o aglomerado SPT-CLJ2344-4243, também conhecido como aglomerado Phoenix. Desde então, a CHiPS descobriu três outros novos aglomerados — dentes os quais dois acabam de ser confirmados.

O núcleo do aglomerado Phoenix forma estrelas a uma taxa de 500 vezes maior do que a maioria dos aglomerados já conhecidos, por isso seu brilho é mais azulado. A galáxia localizada no centro do aglomerado, abriga um buraco negro supermassivo que se alimenta de gás formador de estrelas ao seu redor, liberando jatos de altíssima energia em direções opostos em seus polos.

A equipe identificou 11 candidatos a aglomerados através das frequências de raio X e infravermelho médio. A partir daí, três aglomerados se destacaram: CHIPS 1356-3421, CHIPS 1911 + 4455 e CHIPS 2155-3727, dentre os quais os dois primeiros foram confirmados. Os novos aglomerados são bem semelhantes ao Phoenix em questão de estrutura, mas, através do telescópio de raios X Chandra, da NASA, o aglomerado CHIPS 1911 + 4455 revela uma grande perturbação ao seu redor.

A equipe diz que, por décadas, procuravam um sistema como estes, mas eles passaram despercebidos por serem interpretados como uma única galáxia, e não como um aglomerado de galáxias.

O aglomerado CHIPS1911 + 4455 registrado pelo Telescópio Espacial Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/ESA)
O aglomerado CHIPS1911 + 4455 registrado pelo Telescópio Espacial Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/ESA)

O pesquisador principal, McDonald, explica que este aglomerado é um convite a um estudo mais aprofundado, porque ele tem uma forma torcida com dois braços estendidos, enquanto outros aglomerados do mesmo tipo são circulares. “Acreditamos que pode ter colidido com um aglomerado de galáxias menor", acrescenta o astrônomo. Ao que tudo indica, pelo menos 1% da nossa vizinha galáctica passou despercebida justamente por fugirem das características comuns em aglomerados.

Estudos de aglomerados de galáxias são fundamentais para compreender a evolução e expansão do universo. “Precisamos encontrar todos os aglomerados para acertar essas coisas”, disse McDonald. O estudo foi integralmente publicado no Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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