Tráfego aéreo mundial aumenta 4,6%, apura Iata

A demanda por viagens aéreas cresceu 4,6% em novembro, em relação ao mesmo mês de 2011, informou nesta quarta-feira a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). A oferta de assentos aumentou 3,2% em novembro, na mesma comparação. Com isso, a taxa média de ocupação ficou em 77,3%. O transporte de cargas, por sua vez, cresceu 1,6%.

Na comparação com outubro, o tráfego de passageiros cresceu 0,6% em novembro, com destaque para a expansão de mercados domésticos, especialmente na China. Já os volumes de frete aéreo aumentaram 2,4% em novembro, ante outubro. "Isso reflete uma mudança de compras sazonal para varejistas online, que dependem fortemente de carga aérea. Também mostra que a confiança do consumidor melhorou nos Estados Unidos", disse a entidade, em comunicado.

No acumulado em 11 meses, a demanda de passageiros registrou expansão de 5,3%, acima da evolução da oferta de assentos, de 4%. A taxa média de ocupação no período é de 79,2%. Já o transporte de cargas recuou 1,6%.

O diretor-geral da Iata, Tony Tyler, afirmou, em nota, que novembro trouxe alguns sinais positivos para a demanda por transporte aéreo - particularmente para o segmento de carga. "É prematuro considerar que se trata de um ponto de inflexão para o mercado de carga aérea, em termos de retomada e recuperação do espaço perdido."

Estimativa de crescimento

O executivo avaliou, no entanto, que, com a combinação de desenvolvimento econômico nos EUA e melhoria da confiança empresarial nos últimos meses, as condições estão se alinhando para um retorno ao crescimento neste ano. "Em 2013 esperamos que os volumes de carga vão crescer 1,4%, e o tráfego de passageiros vai aumentar em 4,5% a nível mundial", disse Tyler, no documento.

A Iata lembra que o mercado de transporte de passageiros se manteve melhor do que o de carga por causa das condições econômicas adversas. "Mas o nível atual do transporte aéreo é apenas 2% maior do que no início de 2012. Isto é consideravelmente mais fraco do que a taxa de crescimento média de longo prazo", declarou Tyler.

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