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TPM 2.0 | Saiba o que é o componente necessário para instalar o Windows 11

·4 minuto de leitura

O Windows 11 passou a ser realidade nesta quinta-feira (24). Em um anúncio pomposo, a Microsoft mostrou o que guarda para a próxima geração do sistema operacional, incluindo as especificações técnicas necessárias para rodá-la. Entre lista de componentes indispensáveis está o misterioso TPM 2.0, um recurso pouco comentado pela companhia e que deixou os consumidores confusos.

O que é TPM?

No âmbito da computação, TPM é acrônimo para Trusted Platform Module, ou Módulo de Plataforma Confiável, em tradução livre. Trata-se de um processador de criptografia integrado a placas-mãe cuja principal função é oferecer maior segurança durante a inicialização do sistema operacional e assegurar a integridade de sistemas. Um dos seus papeis mais importantes está na inicialização da máquina, em que o chip recebe hashes (algoritmos de mapeamento de dados) gerados no processo e automaticamente os armazena de forma criptografada e isolada dos demais componentes.

Exemplo de chip TPM 2.0 (Imagem: Reprodução/Infineon)
Exemplo de chip TPM 2.0 (Imagem: Reprodução/Infineon)

A criptografia só pode ser quebrada pelo próprio chip, que a cada inicialização produz uma Storage Root Key (SRK) que incrementa a segurança do sistema. Nem mesmo o Windows 11 tem acesso ao conteúdo desse componente, assim, o TPM protege as informações do PC mesmo se o processador ou o firmware forem invadidos.

Essa ferramenta, segundo a Microsoft, é usada no Windows 10 para a inicialização automática. A companhia também não recomenda a configuração manual do elemento por meio de linhas de código, a não ser para casos específicos, como a redefinição ou realização de uma instalação limpa de um computador.

Tenho o TPM 2.0 no meu computador?

O componente começou a ser distribuído em sua primeira versão em notebooks a partir de 2006 e levou algum tempo até que alcançasse o desktop. Placas-mãe mais recentes contam com o chip integrado, entretanto, em muitos casos ele é desabilitado por padrão e deve ser ativado novamente nas configurações de BIOS.

Se você não tem certeza de que sua máquina tem o chip TPM 2.0, é importante verificar se ele está ativado. Para tanto, faça o seguinte: aperte as teclas Windows + R e execute o código tpm.msc na caixa de texto. O sistema levará você para o Gerenciamento do TPM no computador local e, se ele for detectado, esta é a garantia de que haverá compatibilidade com o W11; se não for, ele apresentará uma tela como esta:

Essa tela confirma a ausência da ativação do TPM no computador (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)
Essa tela confirma a ausência da ativação do TPM no computador (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

Pela Microsoft, o caminho para conferir a ativação do TPM 2.0 é pelo software de verificação oficial de compatibilidade. Após instalado, o programa faz uma varredura para averiguar a compatibilidade da sua máquina com o Windows 11. Se o TPM não for detectado, o programa acusará o problema.

Por fim, você pode recorrer ao menu de configurações do Windows 10 para checar o recurso. Esteja você na barra de pesquisas das Configurações do sistema ou no Iniciar, digite tpm e selecione a opção Processador de Segurança. A ficha está em branco? O TPM da sua placa-mãe não está habilitado.

Ficha do Processador de Segurança em branco dedura ausência do TPM 2.0 (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)
Ficha do Processador de Segurança em branco dedura ausência do TPM 2.0 (Imagem: Igor Almenara/Canaltech)

TPM pode ser ativado na BIOS

Se o seu PC não tem o TPM, calma, nem tudo está perdido se o componente não foi encontrado. Como uma última alternativa, você deve procurar pelo TPM nas configurações de BIOS do seu sistema — saiba como acessar o menu da BIOS. A experiência com cada BIOS varia conforme a placa-mãe, portanto é bom ficar atento às nomenclaturas.

Se estiver disponível, você deve encontrar o recurso TPM ou a solução alternativa chamada fTPM (firmware TPM — esta baseada em software). Vale destacar que este recurso costuma estar "escondido" nos menus da BIOS, então o mais recomendado é verificar o modelo da sua placa-mãe, encontrar o manual da peça (de preferência em PDF) e dar um Ctrl + F para pesquisar pela sigla TPM. Isso deve ser o suficiente para você saber exatamente onde deve ir para ativar o recurso. Feita a ativação, salve as alterações e reinicie a máquina. Assim que o sistema operacional carregar, refaça o processo de verificação anterior.

Nenhuma solução funcionou? Aí restam apenas duas alternativas: você pode comprar a TPM de forma avulsa pela internet, fabricadas por empresas como a Asus, ou fazer um upgrade para uma placa-mãe mais moderna. Ter o chip como requisito mínimo é uma forma de uniformizar a segurança entre os usuários do Windows, contudo, a obrigatoriedade pode deixar muito computador antigo de fora da lista. Vale destacar, entretanto, que o Windows 10 seguirá com suporte oficial até 14 de outubro de 2025.

Você ficou surpreso com a necessidade do chip TPM 2.0 para instalar o Windows 11? O que você achou do W11 até agora? Deixe sua opinião logo abaixo, no campo de comentários, ou mencione o CT nas redes sociais.

Fonte: Canaltech

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