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Totem Macro vê bom momento para comprar títulos longos do Brasil

(Bloomberg) -- É um “excelente momento” para comprar os títulos longos do Brasil, já que a inflação já atingiu o pico, a moeda está barata e o país não tem desequilíbrios significativos, de acordo com Whitney Baker da Totem Macro.

Baker, ex-chefe de pesquisa de emergentes da Bridgewater que fundou a Totem Macro para assessorar empresas de investimento, diz que o real e os títulos brasileiros foram injustamente punidos na liquidação de ativos de risco globais em junho. Ela recomenda aos clientes que peguem notas longas, sem proteção cambial. O real, diz ela, continua bem sustentado pelas altas taxas de juros e os rendimentos dos títulos longos oferecem bastante prêmio.

“O Brasil agora recompensa generosamente os investidores por assumir tanto o risco cambial quanto o longo prazo”, escreveu Baker em nota. “Os desequilíbrios externos desapareceram, a moeda está muito barata em termos reais e só falta realmente que as vendas diminuam para que haja uma recuperação.”

Baker, que cobre mercados emergentes há cerca de 15 anos, disse que está mais otimista em relação à renda fixa no Brasil do que em qualquer momento nos últimos cinco anos. Antes de fundar a Totem Macro em 2018, ela trabalhou para a Bridgewater de Ray Dalio e a Soros Fund Management, o family office de George Soros.

O rendimento da NTN-F de 10 anos subiu cerca de 2 pontos percentuais desde o início do ano em meio a uma liquidação da dívida de mercados emergentes e, mais recentemente, à preocupação com as perspectivas fiscais do país após o presidente Jair Bolsonaro pressionar por mais gastos públicos antes das eleições presidenciais de outubro. O rendimento está agora em torno de 12,8%, quase o dobro do nível visto antes da pandemia. O real, entretanto, enfraqueceu mais de 10% em relação ao dólar desde que atingiu um pico no início de abril.

Para Baker, isso é exagerado. Ao contrário de muitos investidores, ela não está preocupada com as perspectivas das contas públicas do Brasil, pois diz que o déficit fiscal não é maior do que em qualquer outro lugar. Embora os gastos públicos permaneçam elevados, as receitas do governo estão aumentando e devem se beneficiar de uma aceleração econômica, pois o impacto das taxas mais altas já foi digerido. Seu cenário-base inclui uma vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição.

“Os altos preços das commodities e a demanda estão salvando o governo, apoiando a moeda além das taxas”, escreveu ela. Isso está “gerando uma fonte de crescimento econômico sustentável que não depende de alavancagem privada ou estímulo governamental”.

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©2022 Bloomberg L.P.

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