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Torneio de tênis de Cincinnati adia semifinais em protesto contra racismo

AL BELLO
·2 minutos de leitura
A japonesa Naomi Osaka desistiu de jogar as semifinais do torneio de Cincinnati em protesto contra o preconceito
A japonesa Naomi Osaka desistiu de jogar as semifinais do torneio de Cincinnati em protesto contra o preconceito

O torneio de tênis de Cincinnati suspendeu os jogos programados para esta quinta-feira, dia em que seriam realizadas as semifinais da competição, como protesto contra o ataque policial ao afro-americano Jacob Blake. 

A decisão, tomada em conjunto pela Federação de Tênis dos Estados Unidos (USTA), a ATP e a WTA, foi anunciada na quarta-feira logo após a japonesa Naomi Osaka ter aderido ao boicote iniciado por jogadores da NBA (liga de basquete americana) e anunciado que não participaria das semifinais deste torneio, que integra o circuito o ATP Masters 1000 e o WTA Premier. 

"Como esporte, o tênis está assumindo coletivamente uma postura contra a desigualdade racial e a injustiça social que mais uma vez se destacou nos Estados Unidos", divulgaram na quarta-feira os organizadores da competição. 

O torneio de Cincinnati, no qual Novak Djokovic chegou às semifinais masculinas na quarta-feira, fará uma pausa na quinta-feira e retomará as atividades na sexta-feira. 

Realizado este ano excepcionalmente em Nova York, sem a presença de público, o evento estava programado para terminar na sexta-feira, apenas dois dias antes do início do US Open nas mesmas instalações em Flushing Meadows. 

Enquanto várias competições, como as ligas de beisebol (Major League Baseball - MLB) e de futebol (American Soccer League - MLS), suspenderam seus jogos seguindo o exemplo da NBA, Naomi Osaka enviou uma mensagem no Twitter informando que não jogaria as semifinais contra a belga Elise Martins. 

"Antes de ser uma atleta, eu sou uma mulher negra. E como uma mulher negra eu sinto que há questões muito mais importantes que precisam de atenção imediata, ao invés de me ver jogando tênis", escreveu Osaka, número 10 no ranking WTA.

"Não espero que nada drástico aconteça porque não vou jogar, mas se posso iniciar uma conversa em um esporte predominantemente branco, considero um passo na direção certa", acrescentou a tenista de 22 anos. 

Protestos contra o racismo e a brutalidade policial nos Estados Unidos ressurgiram esta semana por conta de uma violência policial registrada no domingo na cidade de Kenosha (Wisconsin), quando agentes da lei balearam pelas costas o afro-americano Jacob Blake quando ele entrava em seu carro, diante de seus três filhos.

meh-gbv/cl/lca