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Topo de linha Galaxy Z Flip empata com intermediário A71 em teste de selfies

Diego Sousa

O site especializado em câmeras DxO Mark publicou nesta semana a análise completa da câmera frontal do Galaxy Z Flip, celular dobrável da Samsung lançado ao lado do S20 Ultra por R$ 8.999. Diferente do irmão, que alcançou um surpreendente 3º lugar global, as selfies tiradas com o topo de linha dobrável equivalem a de um intermediário.

Equipado com um sensor frontal de 10 MP, abertura de f/2.4 e foco fixo, o Galaxy Z Flip estreou com 83 pontos. Ele divide o vigésimo lugar com o intermediário Galaxy A71, também da Samsung, mas fica atrás de modelos lançados em 2018 — como o Xiaomi Mi Mix 3 e Galaxy Note 9.

Pontos positivos e negativos

Vídeos são o principal ponto forte da câmera frontal do Galaxy Z Flip (Foto: Reprodução/DxO Mark)

De acordo com o site, o Galaxy Z Flip se destaca mais pelos níveis de exposição geralmente precisos nos rostos e pela reprodução de cores — com fotos bem saturadas e tons de pele agradáveis. Embora não apresente os resultados do S20 Ultra, as selfies também possuem ampla faixa dinâmica (HDR), garantindo céus brilhantes e áreas escuras mais expostas. No entanto, em certas ocasiões, notou-se uma leve mudança de tonalidade dos céus, bem como uma perda de nitidez ao redor dos objetos.

Fotos em ambientes externos e bem-iluminados são o ponto forte das selfies do Galaxy Z Flip (Foto: Reprodução/DxO Mark)

O foco fixo equivalente a 26 milímetros (mm) da câmera frontal também se sai muito bem em fotos quando os objetos estão em alcance médio — de perto, é possível perceber certa falta de foco. Por não possuir um sensor secundário, a profundidade de campo pode ser bastante estreita, ocasionando em perda de detalhes tanto no plano de fundo quanto no rosto.

Em relação à profundidade de campo, o modo retrato do aparelho dobrável foi um dos pontos mais criticados durante os testes. Com apenas 55 pontos, o site apontou que a função nem sempre era ativada quando solicitada e, quando funcionava, produzia resultados artificiais, área de focagem limitada e falta de detalhes em diversas áreas.

Note a perda de detalhes nas placas e o foco limitado (Foto: Reprodução/DxO Mark)

O Galaxy Z Flip também tem um bom controle de ruído em fotos externas e com iluminação natural. Em ambientes internos ou mal-iluminados, no entanto, o longo tempo de exposição não ajuda e "o acúmulo muito alto de ruído começa a se tornar perturbador" — ou seja, não tire selfies no escuro!

Curiosamente, o Galaxy Z Flip se sai melhor em vídeos do que em fotos. Ele consegue gravar em até 4K a 30 fps com ótimos níveis de talhes, principalmente em ambientes externos ou com muita luz. Assim como nas imagens estáticas, procure evitar gravações em locais com pouca luz, pois a perda de detalhes e o ganho de ruídos são nítidos. O foco fixo também não melhora nas gravações, mantendo um alcance limitado e um efeito bokeh medíocre.

Bom, mas nem tanto

No geral, o Galaxy Z Flip tem uma câmera frontal com cores vivas e agradáveis, além de níveis de exposição preciso e ruído bem controlado ao ar livre. No entanto, as fotos garantem pouquíssimos detalhes, modo retrato ruim e foco bastante limitado. Em vídeos, a situação melhora um pouco, mas mantém os problemas graves de otimização do smartphone.


Fonte: Canaltech