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Tombo do minério deve piorar até que China decole de novo

(Bloomberg) -- O minério de ferro é uma das commodities com pior desempenho este ano, e a queda só deve se aprofundar até que a economia chinesa se recupere.

Os futuros em Singapura caíram por sete meses consecutivos, a pior sequência de perdas desde que o contrato foi lançado em 2013. A cerca de US$ 81 a tonelada, a matéria-prima custa cerca de um terço de seu pico em maio do ano passado.

A China é de longe o maior comprador de minério de ferro, principalmente da Austrália e do Brasil, para suprir uma produção anual de aço que superou 1 bilhão de toneladas nos últimos dois anos.

Isso faz do minério uma das matérias-primas que definem a economia da China e um pilar do boom de commodities, que pode se tornar uma memória distante com a crise imobiliária e controles rígidos contra Covid no país.

Haviam esperanças de que as condições melhorassem agora durante o outono no hemisfério norte, que é normalmente a alta temporada da construção chinesa, mas o Congresso do Partido Comunista em outubro foi um balde de água fira.

Durante a reunião que só ocorre duas vezes por década, o governo não anunciou nenhum apoio em larga escala para o setor imobiliário e não traçou um caminho para sair do emaranhado de regras do Covid Zero, que prejudicam a demanda por commodities e o funcionamento de tudo, desde shoppings a fábricas e obras.

“Ainda não há clareza sobre o fim dos lockdowns e nenhum esboço claro de medidas econômicas para impulsionar a economia da China”, disse Gavin Wendt, diretor-fundador da MineLife, com sede em Sydney. Isso significa que tempos difíceis e as pressões sobre as margens de lucro das siderúrgicas provavelmente continuarão, disse.

A indústria siderúrgica chinesa vem alertando para uma crise desde meados do ano, e no terceiro trimestre as principais usinas registraram sua primeira perda agregada desde pelo menos 2018, quando a Bloomberg começou a compilar dados. Isso reduziu as compras de minério de ferro.

A desaceleração do crescimento global deixa pouco espaço para as siderúrgicas chinesas recorrerem a exportações para compensarem a baixa demanda doméstica. Além disso, elas terão que limitar suas emissões de carbono durante o inverno que começa em dezembro por causa de medidas antipoluição, o que também contribui para as perspectivas fracas para o minério.

O UBS estima que a produção diária de aço na China cairá cerca de 5% neste trimestre em relação à taxa de setembro se as autoridades aplicarem a meta de menor produção anual para 2022.

--Com a colaboração de Winnie Zhu.

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©2022 Bloomberg L.P.