Mercado abrirá em 7 h 17 min
  • BOVESPA

    116.230,12
    +95,66 (+0,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.046,58
    +616,83 (+1,36%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,35
    -0,17 (-0,20%)
     
  • OURO

    1.729,90
    -0,60 (-0,03%)
     
  • BTC-USD

    20.166,06
    +558,35 (+2,85%)
     
  • CMC Crypto 200

    457,53
    +12,10 (+2,72%)
     
  • S&P500

    3.790,93
    +112,50 (+3,06%)
     
  • DOW JONES

    30.316,32
    +825,43 (+2,80%)
     
  • FTSE

    7.086,46
    +177,70 (+2,57%)
     
  • HANG SENG

    18.112,51
    +1.033,00 (+6,05%)
     
  • NIKKEI

    27.123,84
    +131,63 (+0,49%)
     
  • NASDAQ

    11.587,25
    -53,50 (-0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1501
    -0,0178 (-0,34%)
     

Tombo da libra e disparada de yields mostram desafios de Truss

(Bloomberg) -- Moeda próxima do menor nível em décadas, aumento sem precedentes nos custos de financiamento da dívida pública e queda recorde de ações ligadas à economia doméstica — esse é o cenário tenebroso que aguarda Liz Truss, a nova primeira-ministra britânica.

A libra, que já caiu cerca de 15% este ano em relação ao dólar, acaba de registrar seu pior desempenho mensal desde a votação do Brexit em 2016. Enquanto isso, o custo de captação das empresas disparou após seis aumentos consecutivos de juros pelo Banco da Inglaterra, e as expectativas de mais aperto só pioraram com avisos de que a inflação ficará ainda mais fora de controle.

A S&P Global disse na segunda-feira que seu indicador de atividade do setor privado mostrou contração pela primeira vez desde fevereiro de 2021, e um grupo que representa o setor empresarial sugeriu que o país já está em recessão. A crise do custo de vida, com declínio nos gastos das famílias e nos salários reais, desencadeou uma série de greves em várias áreas da economia.

Com a confirmação de Truss como a próxima primeira-ministra, os investidores irão observar de perto se suas políticas atenuam ou agravam a derrocada dos mercados do Reino Unido. Estrategistas temem que ela possa aumentar demais o endividamento para financiar cortes de impostos, prejudicando ainda mais as contas públicas do país.

Segue um panorama dos mercados do Reino Unido:

Libra

Após queda vertiginosa este ano, a libra é negociada em torno de US$ 1,15, perto de seu nível mais fraco desde 1985. Ela chegou a US$ 1,1444 mais cedo na segunda-feira.

Há sinais de que as posições vendidas estão firmemente no controle dos preços. A fraqueza da libra eleva o custo de importações, alimentando a inflação já forte.

Títulos do Governo

O rendimento dos títulos do governo de dois anos saltou para mais de 3,2%, o maior nível desde a crise financeira global de 2008, desbancando as esperanças de que o pior já havia passado. Os swaps vinculados às datas de reuniões do BC britânico mostram que as expectativas de aperto monetário aumentaram. Eles sinalizam que a taxa básica mais que dobrará do atual 1,75% antes do final do ano.

Renda variável

O índice FTSE 250 de empresas médias — que dependem fortemente da economia doméstica — está a caminho de seu pior desempenho anual de todos os tempos em relação ao FTSE 100, que reúne grandes exportadoras, como empresas de mineração e energia que se beneficiam da alta das commodities e da desvalorização da libra.

Dívida Corporativa

O custo de captação para empresas britânicas de primeira linha ultrapassou 5% pela primeira vez em mais de uma década, e a inflação galopante também castiga o setor produtivo do país. A diferença entre o custo da dívida corporativa denominada em libras e títulos em dólares é a mais ampla desde 2014.

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.