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Ex-mulher de Tom Veiga diz que os dois pretendiam reatar: "Fizemos planos"

Redação Vida e Estilo
·6 minuto de leitura
Alessandra e Tom foram casados por 15 anos e tiveram dois filhos (Foto: Reprodução/Facebook)
Alessandra e Tom foram casados por 15 anos e tiveram dois filhos (Foto: Reprodução/Facebook)

*Com informações do EXTRA

Por Michael Sá

Um mês após a morte de Tom Veiga, completado nesta terça-feira (1), Alessandra Veiga, ex-mulher e mãe de dois dos quatro filhos dele, abre o coração, fala da dor da perda e conta que ela e o intérprete de Louro José estavam retomando o relacionamento. Eles se separaram em 2018, após quase 15 anos casados, até que, em maio deste ano, Tom resolveu procurá-la, querendo reatar. Na época, ele estava em processo de separação de sua terceira mulher, Cybelle Costa, com quem ficou casado por oito meses.

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“Ele pediu meu telefone para o meu filho. A gente se falava pelo WhatsApp todos os dias e eu tenho muitos áudios nossos. Falamos um pouco de sentimento e da falta que sentíamos um do outro, e ele queria vir para cá para me ver”, conta Alessandra, que mora nos Estados Unidos e trocou a última mensagem com Tom um dia antes da morte dele. “Falamos coisas rotineiras, sobre como ele estava, um ‘bom dia’, ‘dormiu bem?’”.

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Como Tom não conseguiu ir aos EUA, Alessandra se programou para vir ao Brasil um dia após a data marcada para o divórcio dele, 5 de novembro. Ela só não imaginava que Tom morreria quatro dias antes da data do reencontro.

“Não fui antes porque fiquei com medo de não conseguir voltar, por conta do meu visto de estudante. Ele também não conseguiu vir. A gente chegou a fazer planos, e isso, para mim, é amor. Sinto muito saudade e um pouco de arrependimento. Se eu fosse dar um conselho para alguém é: não deixe o ego tomar conta. O ego fez com que a gente ficasse afastado um ano e cinco meses, e, quando a gente ia se encontrar de novo, aconteceu isso. Não levei uma rasteira da vida: fui é empurrada do precipício, porque o fato de eu voltar a falar com ele, de a gente voltar, de ter, graças a Deus, se acertado, foi, para mim, um grande presente de Deus. Mas, ao mesmo tempo, não consigo entender por que aconteceu isso (a morte)”.

Emocionada, ela fala da dor e da saudade de Tom: “Os dias estão sendo muito difíceis. Ainda mais porque a gente ia realmente se encontrar e conversar, depois que ele resolvesse a vida dele (o divórcio do terceiro casamento). Não quero ver as pessoas nem conversar com ninguém. É uma tristeza mesmo, por não ter conseguido vê-lo de novo, tocar nele de novo, saber que a gente ia conversar para ver, e eu não sei o que seria o futuro”, diz.

“Agora, temos que viver um dia após o outro. As crianças, dentro do possível, estão bem. A Amanda, filha dele com a Cristina, a primeira mulher, me disse uma coisa muito bonita, que a mãe dela disse para ela: que agora nós somos uma família de duas mães e quatro filhos”.

Para matar um pouco da saudade, Alessandra decidiu criar uma conta no Instagram com fotos inéditas de Tom.

“Foi muito bom para mim, pois eu vi vídeos, fotos, áudios, essas coisas todas que vão ficar para sempre em nossa família, de tudo que a gente viveu e se divertiu. Não quero aparecer. O perfil é para homenagear o grande homem que ele foi. O marido amoroso, atencioso, parceiro, para matar um pouco a saudade e relembrar coisas boas. Eu ri, chorei, tenho muito material. Foram 14 anos e meio juntos, agora, na reaproximação, ele me mandou vídeos, áudios e fotos. Tem tanta coisa inédita. Tanta coisa boa que a gente viveu, que ele fez, que eu tive vontade de compartilhar. Mais do que fazer bem para qualquer outra pessoa que esteja vendo, está fazendo bem para mim. Está amenizando um pouco a minha dor”.

Críticas e julgamentos

“Costumo dizer que as pessoas que julgam só veem a ponta do iceberg. Na época, não falei o motivo da separação, não importa, e eu nunca faria nada para prejudicar ele, do mesmo jeito que ele não faria para me prejudicar, porque a gente tinha amor um pelo outro. Sei que tinha, porque a gente ficou sem se falar um ano e cinco meses, e ele voltou a falar comigo, a me procurar. Você ficar sem ver e nem falar com a pessoa, eu mudar de país e nem isso fez com que a gente se desligasse um do outro, nem ele casar com outra pessoa. Eu também ter tido um relacionamento e fazer com que isso não interferisse nessa energia que a gente sentia um pelo outro, isso, para mim, não tem outro nome a não ser amor. O que o público tem de crítica, não importa. O que importa é o respeito, o carinho e o amor que a gente seguiu tendo um pelo outro.”

Separação

“Não tenho que provar nada para ninguém. O que importa foi o que nós combinamos. Às vezes, o motivo da separação magoa, chateia, mas como o amor é mais forte, e a gente estava muito ligado um ao outro, a gente decidiu que íamos tomar a pílula do esquecimento e não íamos tocar no assunto [o motivo da separação]. Não falei na época, quando a gente se separou, não vou falar agora. Aconteceu da gente ter um problema, que não tivemos tempo de reverter, mas que a gente não tinha mais decido tocar no assunto. O que importa é que a gente viveu uma coisa boa, tão boa que fez com a gente ficasse casado por quase 15 anos. Nunca vou dizer porque a gente se separou, não importa. O que importa é que a gente sempre se amou, sempre se respeitou e voltamos a nos falar. Tenho uma alegria muito imensa por isso.”

Carinho dos familiares

“Não quero aparecer, como vejo algumas pessoas falando. Até porque, eu tive o meu espaço na vida dele, tenho com os filhos dele, e com a Cristina, a primeira mulher e mãe de dois filhos dele. Tenho espaço na família dele. O meu cunhado me chamou de cunha. Nunca deixei de ser cunhada dele. Outro dia, numa reunião via Skype com os filhos de Tom, eu e a família, meu cunhado me chamou de ‘cunha’. E ainda falou para mim: ‘Alê, eu conversei com o Tom esses dias e disse para ele que não importa o que ele vivesse, fizesse, mas o nome que ele tem no coração é Alessandra’. Isso, para mim, é o que importa”.

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