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Tom de Trump alivia mercados e Ibovespa encerra em leve baixa

Ana Carolina Neira

Discurso de Trump foi o suficiente para garantir algum alívio aos mercados e reduzir perdas O Ibovespa terminou mais um pregão em baixa, mas a situação não é tão desastrosa quanto o imaginado na noite de ontem quando o Irã retaliou os Estados Unidos atacando uma base americana no Iraque. Hoje à tarde, o discurso do presidente Donald Trump foi o suficiente para garantir algum alívio aos mercados e reduzir perdas. A leitura é de que nenhum dos envolvidos no conflito deseja escalar o embate e chegar ao extremo.

Com isso, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,36%, aos 116.247 pontos, após um dia de bastante instabilidade. Mais uma vez o giro financeiro foi intenso, somando R$ 17,9 bilhões, acima da média diária de R$ 12,3 bilhões de 2019. Os números demonstram a força dos agentes que buscaram rever suas estratégias durante todo o dia.

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Outros ativos, como o ouro e o petróleo, sentiram rapidamente os efeitos do aguardado discurso do presidente americano. A commodity terminou o dia com queda de 4,14% no tipo Brent, enquanto o WTI cedia 4,92%.

Esse movimento pesou consideravelmente nos papéis da Petrobras (-1,63% a ON e -0,62% a PN), que sofreram durante todo o pregão. O giro das duas também foi intenso e ultrapassou os volumes vistos na sessão anterior, com destaque para o fluxo de Petrobras PN, que somou R$ 1,4 bilhão, o segundo papel mais negociado de todo o mercado à vista.

As ações ordinárias da Petrobras seguem mais pressionadas por conta da saída do BNDES da empresa. Nesta semana foi oficializado que o banco de desenvolvimento poderá vender todos os seus papéis ordinários da estatal, o que força um recuo dos papéis.

Entre os destaques positivos do dia ficaram Braskem PNA (5,01%), Gol PN (3,95%) e o papéis ligados ao setor frigorífico JBS ON (2,45%), BRF ON (3,84%) e Marfrig ON (2,50%) – refletindo aumento de recomendação dos grandes bancos e boas perspectivas para o setor e as empresas individualmente ao longo de 2020.

A Braskem sobe na esteira do acordo firmado com as autoridades para remoção da população em áreas de risco em que se encontram poços de extração de sal-gema, em Maceió (AL).

Já a Gol avançou durante todo o dia após divulgar uma prévia de resultado bastante positiva e bem avaliada pelo mercado. O giro do papel também foi forte e somou R$ 255 milhões, mais que o dobro dos R$ 114,3 milhões de ontem.

Regis Filho/Valor