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Toffoli diz que vai fazer o teste do coronavírus nos próximos dias

Isadora Peron

Presidente do STF esteve na segunda-feira com o chefe do Senado, Davi Alcolumbre, que foi infectado pelo novo vírus O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, disse que vai esperar mais "uns dias" para realizar o teste para saber se está infectado pelo novo coronavírus. Na segunda-feira, ele participou de uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que foi diagnosticado com a doença.

"Optei por não fazer o exame [agora], porque se tem notícia que, no começo, o exame dá negativo. Se faço o exame, e ele não seria o verdadeiro, estou só queimando o kit. Daqui uns dias vou fazer. Essa foi minha opção", disse Toffoli durante entrevista ao programa "90 Minutos", apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes.

O ministro disse que, após saber do resultado de Alcolumbre, decidiu ficar em isolamento domiciliar.

"Estou almoçando em casa, eu mesmo lavo minha louça, limpo meu quarto, estou tomando a precaução", disse.

Ele também afirmou que, mesmo em casa, continuou trabalhando, porque o Supremo é "100% informatizado". Ele também afirmou que, hoje, 85% de todos os processos no Brasil são eletrônicos, o que vai permitir o trabalho remoto para integrantes do Poder Judiciário em todo o país.

O presidente do STF, que também comanda o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disse ainda a que a resolução do órgão que recomenda a soltura de presos com mais de 60 anos e em grupo de risco não vai levar a um "saídão" de detentos.

Segundo ele, a análise será feita caso a caso e a critério de cada juiz. "Não é um saídão, muito pelo contrário. É o juiz analisar cada caso, a situação dessas pessoas mais vulneráveis. Vai ser caso a caso, não é uma decisão genérica", disse.

Toffoli afirmou que, se o novo coronavírus vier a se alastrar no sistema carcerário, os presos vão necessitar de internação, e isso vai onerar todo o sistema de saúde. "O fato de ser condenado e cumprindo pena, não faz a pessoa deixar de ser um ser humano, que precisa de atendimento", disse.