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Todos os cinco membros da Anvisa que decidirão sobre vacina foram indicados no governo Bolsonaro

·2 minuto de leitura
Cropped hand wearing a nitrile glove holding a Covid-19 vaccine vial and a syringe
Foto: Getty Images

No próximo domingo, 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, decidirá se libera ou não o uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19: CoronaVac e AstraZeneca/Universidade de Oxford.

A decisão cabe a cinco membro da Diretoria Colegiada da Anvisa. No domingo, eles devem analisar os dados de relatórios, elaborados pela área técnica, sobre os dois imunizantes. Em seguida, votarão se aprovam o uso emergencial.

A vacina CoronaVac é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês SinoVac. Já o outro pedido foi feito pela Fiocruz, que tem parceria com a AstraZeneca e Universidade de Oxford.

O encontro começará por volta das 10h e deve durar 5 horas. Pelas redes sociais, a Anvisa transmitirá a votação. A promessa do ministério da Saúde é que, em caso de aprovação as vacinas começarão a ser aplicadas na quarta-feira seguinte, 20 de janeiro.

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Os cinco membros da Diretoria Colegiada foram indicados durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A menor parte, apenas dois deles, são funcionários de carreira da Anvisa.

O diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres, é contra-almirante da Marinha e amigo próximo do presidente da República. Ele participou de manifestações com Bolsonaro e compareceu aos eventos sem máscara. Barra Torres está no cargo desde dezembro de 2019, quando assumiu interinamente, e foi efetivado há um mês.

Cristiane Rose Jourdan Gomes, também parte do grupo, é médica e também graduada em direito. Nas redes sociais, faz publicações defendendo o uso da hidroxicloroquina, medicamento sem qualquer eficácia no tratamento da covid-19. A médica trabalhou como gestora de planos de Saúde e foi diretora do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.

Indicado pelo Centrão, Alex Machado Campos é formado em direito e é servidor de carreira da Câmara dos Deputados. Ele trabalhou no gabinete do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Há ainda Meiruza Sousa Freitas, funcionária de carreira da Anvisa. Ela está na agência desde 2007 e foi gerente-geral de toxicologia e gerente da área de medicamentos. Romison Rodrigues Mota está na Anvisa desde 2005 e é graduado em Ciências Econômicas. Ele foi Gerente de Orçamento e Finanças e de Gerente Geral de Gestão Administrativa e Financeira da agência.