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Todo Dia a Mesma Noite | Conheça série da Netflix sobre tragédia na Boate Kiss

Chega à Netflix nesta quarta-feira (25) a série Todo Dia a Mesma Noite, produção nacional que reconta a tragédia envolvendo o incêndio na Boate Kiss, em 2013, que resultou na morte de mais de 240 jovens no Rio Grande do Sul. E o que chama a atenção é que não se trata de um documentário, mas de uma dramatização focada não apenas no incidente em si, mas nas implicações do caso e na luta das famílias por justiça.

Tanto que esse deve ser o centro da narrativa ao longo dos cinco episódios da minissérie. Adaptado do livro homônimo da jornalista Daniela Arbex, o seriado traça todo o panorama que explica as circunstâncias do incêndio e a investigação policial, mas é na espera de mais de 10 anos por respostas e punições que a trama deve se concentrar para mostrar a dor de quem revive a tragédia diariamente — como o título deixa bem claro.

Isso é algo que os vídeos promocionais da Netflix também fazem questão de destacar. Tanto o trailer quanto o vídeo de bastidores divulgados indicam que tudo devem mesmo girar em torno desse lado emocional muito mais do que apresentar novos olhares para o caso. Ainda assim, é uma ótima forma de manter vivas a história e a memória das vítimas.

Relembre o caso

O incêndio da Boate Kiss é uma das maiores tragédias do gênero no Brasil, com 242 pessoas mortas em uma única noite — a grande maioria jovens universitários. O incidente aconteceu na na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 na cidade gaúcha de Santa Maria, a cerca de 280 quilômetros de Porto Alegre, por causa de uma apresentação pirotécnica na casa noturna.

Série deve explorar o antes, o durante e o depois da tragédia (Imagem: Divulgação/Netflix)
Série deve explorar o antes, o durante e o depois da tragédia (Imagem: Divulgação/Netflix)

Em determinado momento do seu show, a banda Gurizada Fandangueira utilizou sinalizadores para disparar faíscas no palco. No entanto, o dispositivo deveria ser usado apenas em ambientes externos e as chamas atingiram a espuma de isolamento acústico dentro do prédio. Com isso, a boate foi rapidamente tomada pelo fogo e pela fumaça. Mais do que isso, a caso nortuna estava lotada, o que também dificultou a evacuação.

Relatos da época e a própria perícia feita logo na sequência apontaram que o incêndio tomou conta da Kiss em questão de apenas alguns poucos minutos. Essa rápida propagação, somada à falta de protocolos de segurança e à superlotação na casa, fizeram com que as pessoas não conseguissem sair do local a tempo.

Mais do que isso, o incêndio também expôs uma série de outros problemas envolvendo a boate e o próprio poder público, que foi omisso em várias questões. De alvarás irregulares à falta de fiscalização, não faltaram elementos que ajudaram a construir a tragédia de Santa Maria.

Sinalizadores da banda aparecem já nas imagens oficiais da série (imagem: Divulgação/Netflix)
Sinalizadores da banda aparecem já nas imagens oficiais da série (imagem: Divulgação/Netflix)

Por causa disso tudo, famílias de vítimas e também de sobreviventes iniciaram uma cruzada para punir os responsáveis pela tragédia — uma guerra que se estende por 10 anos e que a minissérie da Netflix pretende abordar mais.

Dramatização e não documentário

O ponto que mais chama a atenção em Todo Dia a Mesma Noite é o fato de ele ser uma dramatização e não um documentário — algo que vem sendo feito pela Globoplay, que vai lançar uma produção mostrando a mesma história sob esse viés mais jornalístico na quinta-feira (26). E essa abordagem diz muito sobre o tom que a história deve tomar.

Séries documentais como O Caso Evandro e Pacto Brutal mostraram o quanto esse tipo de linguagem é poderosa na hora de apresentar um caso e, a partir do relato dos envolvidos, contar o que aconteceu e ir além tanto no sentido de buscar respostas quanto de trazer informações novas sobre o tema. Já uma dramatização, por outro lado, tende a seguir por recontar os fatos a partir de uma narrativa específica.

No caso de Todo Dia a Mesma Noite, o título e o material promocional já indicam que a ideia é voltar à noite de 27 de janeiro de 2013 e apresentar os fatos sob a perspectiva desses sobreviventes e familiares. O livro de Daniela Arbex faz um belo trabalho de reunir esses depoimentos e dar rosto e voz a essas pessoas, algo que a minissérie da Netflix deve recriar também.

Não por acaso, o streaming apostou em um elenco de peso para viver os pais e mães das vítimas. Bel Kowarick, Debora Lamm e Paulo Gorgulho interpretam pessoas cujas vidas foram destroçadas pela perda dos filhos naquela madrugada e que tomaram como objetivo de vida lutar por justiça, buscando respostas e culpados pelo que aconteceu na boate. E isso mostra o quanto o tom dramático deve ser o cerne da adaptação.

E embora muita gente tenha se questionado se não era cedo demais para retratar a história sob esse viés mais ficcional, os envolvidos na produção refutam a hipótese.

Segundo atores, foco emocional da série é uma forma de não deixar a tragédia ser esquecida (Imagem: Divulgação/Netflix)
Segundo atores, foco emocional da série é uma forma de não deixar a tragédia ser esquecida (Imagem: Divulgação/Netflix)

Em um vídeo recente divulgado pela Netflix, a diretora Julia Rezende e os produtores Mariza Leão e Tiago Rezende explicam que o objetivo da minissérie é não deixar que essa história seja esquecida, o que é também uma forma de impedir que novas tragédias do tipo se repitam. “Todo Dia a Mesma Noite é sobre manter viva na nossa memória uma história que nunca deve ser esquecida”, diz o ator Thelmo Fernandes.

Todo Dia a Mesma Noite terá cinco episódios e chega à Netflix no dia 25 de janeiro.

Fonte: Canaltech

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