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‘Tiro na cabeça não é legítima defesa’, diz irmã de recepcionista morta por inspetora da Polícia Civil

·3 min de leitura

A família da recepcionista Isadora Calheiros Gomes Pedrosa, de 25 anos, nega que ela mantivesse atualmente uma relação extraconjungal com o marido da policial civil Carla Patrícia Novaes da Silva de Melo, de 38, o empresário Everton Melo. A jovem foi morta com um tiro na cabeça, na sexta-feira, dia 26, em Queimados, pela inspetora, que alegou em depoimento ter descoberto traições do companheiro e lido mensagens trocadas pelos dois em redes sociais.

Um inquérito aberto na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a dinâmica de uma suposta discussão ocorrida entre elas antes do crime. Ontem, imagens de câmeras da região foram recolhidas pelos agentes.

De acordo com Dilceia Calheiros, irmã de Isadora, ela conheceu Everton há pelo menos um ano quando trabalhou em uma das empresas de seguro dele. Ela afirma que eles mantiveram um namoro por alguns meses, mas não estavam mais juntos. Há uma semana, Carla teria ido na autoescola onde a recepcionista trabalhava. Na manhã seguinte, a recepcionista foi até a casa da inspetora:

— As mensagens do celular da minha irmã provam que, apesar da insistência dele, ela não queria mais nada com ele há muito tempo. Ela só foi lá porque não queria problemas no trabalho: tinha medo de que algum escândalo acontecesse e ela fosse demitida, justamente porque com o salário sustentava a filha, que tem 6 anos e nove graves doenças. Se a policial queria apenas se defender, não precisava ter descido armada, poderia ter chamado reforço, ligado para a PM. Tiro na cabeça não é legítima defesa.

Em depoimento na DHBF, Carla contou se separou de Everton há um mês e chegou a mandar mensagens para o namorado de Isadora falando do relacionamento deles. A policial disse ainda ter visto um carro próximo a sua casa algumas vezes, reparou que o veículo estava estacionado na residência da recepcionista e foi até a autoescola onde ela trabalhava para conversarem sobre isso.

A inspetora também relatou que, quando Isadora chegou na sua porta, as duas tiveram um desentendimento e chegaram a entrar em luta corporal. Carla teria pego a pistola que estava em sua cintura e feito o disparo. A recepcionista chegou a ser levada por um tio dela a UPA de Queimados, onde já chegou morta às 11h19. Logo depois, uma equipe do 24º BPM (Queimados) foi acionado e encaminhou a ocorrência para a DHBF.

Na especializada, o delegado entendeu que não estavam presentes os requisitos da prisão em flagrante, previstos no artigo 302 do Código de Processo Penal e que têm o objetivo principal de cessar o cometimento do crime pela captura de seu autor. A inspetora se apresentou espontaneamente, foi ouvida e liberada. A arma, a carteira funcional e outros bens patrimoniados, como carregadores, munições e coletes também foram entregues.

Até o momento, também não foi pedida a prisão temporária ou preventiva de Carla. Ela tem dois filhos, de 7 anos e 6 meses, e está amamentando o mais novo. No local do crime, peritos recolheram o estojo calibre .40 da bala que matou Isadora.

— Não houve qualquer motivação de ciúmes. Houve agressões e um disparo foi dado, infelizmente levando a mulher à morte. Ela não teve a intenção de matar, por isso foi até a delegacia e está colaborando com as investigações — afirmou o advogado Igor Carvalho, que defende a policial civil.

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