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Tinnitus: entenda o que é o zumbido que você escuta na cabeça de vez em quando

Natalie Rosa
·4 minuto de leitura

Em algum momento da sua vida você já deve ter ouvido barulhos estranhos dentro da sua cabeça, certo? Mas não estamos falando de alucinações, e sim sobre algo como um zumbido ou assovios. A condição, conhecida como tinnitus, tinido ou acufeno, acomete mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo, e cerca de sete milhões delas se sentem completamente distraídas com o barulho, que traz dificuldades para a pessoa se concentrar em tarefas do dia a dia.

Ouvir esses zumbidos dentro na cabeça, no entanto, não significa que a pessoa está passando por alguma crise de alucinação ou ainda que tenha algum distúrbio mental. Na verdade, pouco se sabe sobre como isso acontece e, infelizmente, não há uma cura. Para entender melhor como os zumbidos acontecem, o Canaltech conversou com a fonoaudióloga especialista em reabilitação auditiva, Suellen Senna, que nos explicou que geralmente o barulho está associado à perda de audição, entre outras causas.

<em>Imagem: Reprodução/katemangostar</em>
Imagem: Reprodução/katemangostar

"O zumbido é um som que nós somos capazes de ouvir mesmo que não seja produzido por nenhuma fonte sonora externa", conta a especialista. "Ele possui, geralmente, inúmeras e variadas causas, como o consumo excessivo de açúcar até perdas de audição. Então, todos estamos expostos a ter zumbido em algum momento. Apenas o paciente é capaz de ouvir o próprio zumbido, o que pode dificultar, em algum momento, o diagnóstico", completa. A fonoaudióloga conta também que os zumbidos podem acontecer nos dois ouvidos ou de forma central, em que não é possível distinguir em nenhum dos lados, mas na cabeça como um todo.

A medicina classifica o zumbido em duas categorias: a objetiva e a subjetiva. A primeira é quando o som vem de dentro do corpo, a partir do momento em que acontece o bloqueio dos ruídos externos, sendo esta a forma menos comum. A segunda categoria é a subjetiva, mais comum, com o som sendo ouvido por acontecerem atividades anormais nas fibras nervosas, ainda que esse processo, na verdade, não tenha som.

Senna explica ainda que, no caso da perda de audição, os fatores que contribuem para a formação dos zumbidos são tentativas de suprir a falta de estímulos. A especialista conta ainda que ele pode ocorrer com a morte das células ciliadas do ouvido, aquelas responsáveis por transformar as vibrações sonoras em sinais elétricos, após a exposição a sons muito altos, como em shows ou fones de ouvido, por exemplo.

Além de questão da perda da audição e da exposição a sons muito altos, o tinnitus pode surgir quando a pessoa atinge uma certa idade do envelhecimento, sofrendo de um comprometimento do nervo dos ouvidos, e também pelo uso de alguns medicamentos, como a aspirina, ou por doenças.

<em>Imagem: Reprodução/karlyukav/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/karlyukav/Freepik

Preciso me preocupar?

Caso você esteja ouvindo os zumbidos de maneira muito frequente, não hesite em procurar uma ajuda médica especializada na questão para tentar descobrir possíveis causas e, se necessário, fazer algum tipo tratamento para buscar eliminar o que está causando isso. A fonoaudióloga reforça que os zumbidos não significam, necessariamente, a existência de algo grave, mas que por geralmente estarem relacionados à perda de audição é preciso monitorar os sintomas o quanto antes e fazer o exame específico de audiometria, que vai revelar se há a perda ou não.

"Devemos ter ciência apenas que não existe tratamento eficaz para todos os tipos de zumbido. O tratamento dependerá, sempre, da causa do zumbido e da resposta individual do paciente, que inclui desde o uso de medicamentos até o uso de aparelhos auditivos", reforça Senna. Infelizmente, também não há uma forma de prevenção para o surgimento desses zumbidos, mas a profissional diz ser essencial tomar cuidados de prevenção da perda de audição.

"Ear rumbling"

Além do zumbido nos ouvidos, outro som produzido na cabeça chama bastante atenção: o ear rumbling. O termo em inglês é dado ao barulho ressonante produzido voluntariamente por apenas algumas pessoas, que forçam os músculos do rosto e dos ouvidos até conseguir escutar uma espécie de som de vibração, definido de formas diferentes por cada pessoa que consegue produzi-lo. Senna explica melhor sobre o fenômeno:

"Existem poucos estudos sobre ear rumbling. O que podemos dizer é que é uma vibração voluntária que algumas pessoas (incerta porcentagem) são capazes de produzir no tensor do tímpano, o que gera um som característico e estrondoso que apenas elas mesmas são capazes de ouvir", conta a profissional, revelando ainda que esse som não está relacionado os zumbidos nos ouvidos.

"Por alguns motivos, [o ear rumbling] não tem relação com o zumbido. O primeiro deles é por ser produzido através da vibração do tensor do tímpano. O segundo motivo é que essa vibração é um processo voluntário, enquanto o zumbido é involuntário", reforça Suellen.

Assim como o zumbido, também não é preciso se preocupar e relacionar o ear rumbling com um possível problema de saúde, mas sim com o excesso de tentativas de forçar o som. "Ocorre de muitas pessoas testarem se são ou não capazes de realizar essa vibração, e para isso, acabarem gerando pressão desnecessária e inadequada nos ouvidos, e isso demanda certa atenção", completa a profissional.

Fonte: Canaltech

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