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Tinder terá “botão do pânico” para proteger usuários

Felipe Demartini

O Tinder anunciou o desenvolvimento de um “botão do pânico” como forma de dar mais proteção aos usuários do aplicativo. A ideia do recurso é permitir que um alarme silencioso seja ativado pelo utilizador em caso de problemas, com a oferta de auxílio por telefone e até o envio da polícia até a localização do aparelho em determinadas circunstâncias, de acordo com os dados geográficos da conta.

O auxílio acontece em etapas e funciona em parceria com a Noonlight, uma empresa especializada nesse tipo de solução. Caso o “botão do pânico” seja ativado, o usuário terá alguns instantes para inserir um código de segurança — uma medida que evita, por exemplo, uma ativação acidental ou por engano. Do contrário, entram em ação os protocolos que envolvem, inicialmente, uma mensagem de texto.

A ideia é que a oferta de ajuda vá escalando, enquanto o sumiço do usuário indicaria uma situação perigosa em andamento. Caso ele não responda à comunicação, por exemplo, um representante da Noonlight entra em contato pelo telefone e, caso a chamada não seja atendida, entrará em contato com as autoridades informando a localização do celular, para que a polícia possa ir até o local averiguar o que está acontecendo.

É um funcionamento semelhante ao das empresas de alarme residencial, que tentam verificar possíveis ativações acidentais ou equivocadas da mesma maneira. Aqueles que utilizarem o sistema também terão um ícone exibido em seus perfis, uma medida que, se espera, poderá servir também para impedir que indivíduos mal-intencionados entrem em contato com usuários dessa categoria.

Para que o recurso de segurança funcione, entretanto, os usuários precisarão compartilhar seus dados em tempo real com o Tinder, um recurso que pode, por exemplo, ser ativado apenas durante os encontros. De acordo com a Match, que é a dona do app, as informações somente serão acessadas em caso de ativação e jamais serão utilizadas ou armazenadas para fins de publicidade ou compartilhamento.

A parceria com a Noonlight vai além de, simplesmente, uma união de tecnologias em prol da segurança. De acordo com a empresa, a Match também adquiriu recentemente uma parcela da companhia de localização, em um movimento que tem o “botão do pânico” como primeiro reflexo, mas pode levar a mais utilizações do sistema de rastreamento em outros recursos do Tinder ou soluções da companhia.

O grande público-alvo, claro, são as mulheres e a comunidade LGBTQ, que vêm recebendo grande atenção do Tinder nos últimos meses. No ano passado, por exemplo, o aplicativo recebeu um sistema de alertas que avisa os usuários quando eles estiverem utilizando a solução em países que discriminam homossexuais, além de um sistema de restrição que permite apenas que elas iniciem as conversas com os matches, uma configuração que vem desativada por padrão mas pode ser aplicada a nível universal.

Os testes do novo recurso de segurança devem começar no final deste mês nos Estados Unidos, abrangendo um grupo de usuários gratuitos do Tinder. A ideia é que a novidade, quando lançada, permaneça disponível a todos, com a disponibilidade acontecendo também em outros aplicativos do grupo Match e também internacionalmente, de acordo com parcerias regionais.

Fonte: Canaltech

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