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Time do Corinthians é reflexo da gestão do clube

Alexandre Praetzel
·2 minuto de leitura
Vagner Mancini sabe que as dificuldades são enormes para acertar o time. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Vagner Mancini sabe que as dificuldades são enormes para acertar o time. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Corinthians perdeu para o América-MG, na abertura das oitavas-de-final da Copa do Brasil, com mais uma atuação fraca do time. Vários jogadores estão em grande crise técnica e não respondem em campo. Cássio, Fagner, Gil, Ramiro, Luan e Boselli são nomes de qualidade, mas vivem péssima fase. O Corinthians perdeu “pegada”, intensidade e competitividade e se transformou numa equipe lenta e pouco inspirada.

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O blog acredita que o elenco cansou da atual gestão. Óbvio que ninguém joga para perder ou passar o tempo, mas a impressão é de que os atletas estão esperando terminar o mandato de Andrés Sanchez, aguardando uma nova diretoria, com outras ideias e ambiente mais arejado. Afinal, o atual mandatário não consegue deixar a folha salarial em dia e isso cansa os profissionais. Novamente, são dois meses em atraso e isso também reflete em campo. Jogadores também têm suas doses de tolerâncias, ainda que recebam altos valores pelos seus contratos.

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Por exemplo, uma direção que paga R$ 10 milhões pelo volante Richard, merece debate diário. São negociações assim que estouram o caixa do clube, ali na frente. Só para citar um dos exemplos da gestão temerária, com encerramento marcado para dia 31 de dezembro. Além disso, ainda há a votação das contas de 2019, com o maior déficit da história com R$ 177 milhões.

Pode dar certo? Claro que não. O time é uma extensão da instituição, hoje combalida financeiramente, com ações judiciais milionárias estourando a cada semana, em processos iniciados dez anos atrás, com o mesmo presidente.

O mesmo presidente que demorou para contratar um novo técnico e vê Vagner Mancini pressionado, após quatro partidas. O treinador parece inseguro nas suas decisões, já reconhecendo que as dificuldades são enormes.

Vamos ver até onde vai esse Corinthians, que precisa de oxigenação e novos rumos, a partir de janeiro. Que não seja tarde demais.

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